<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454</id><updated>2012-03-06T00:15:10.615-08:00</updated><category term='bebê'/><category term='juanalândia'/><category term='comportamento'/><category term='histórias'/><title type='text'>impressões digitais</title><subtitle type='html'>cada qual no seu lugar natural</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>66</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-7125282723458134817</id><published>2012-02-22T10:54:00.001-08:00</published><updated>2012-02-22T16:45:01.742-08:00</updated><title type='text'>marcas</title><content type='html'>Senso comum e batido a idéia de que tudo passa. Ela me contou, no entanto, que quando aquele seu ex amor a deixou, ela se humilhou, implorou, chorou tudo o que podia chorar. Ele deu as costas, viajou, abusou e não mais assumiu como seu o amor que já tinha sido dela. Ela aceitou as migalhas, o pouco que ele lhe dava. Nesse meio tempo, ela conheceu alguém disposto a lhe dar mais. Algo, provavelmente, mais perto do que ela merecia (e digo isso porque não conheço de forma tão íntima o sentimento dos envolvidos). O ex amor a procurou propondo até casamento então. Sim, tudo passa. Muitas vezes só passa. Muitas vezes com uma reviravolta surpreendente. Mas o eco que ficou na minha cabeça por dias depois de ouvir a história dela, foi a súplica que ela fazia ao seu analista: "me diga um dia, uma data, um prazo..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-7125282723458134817?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/7125282723458134817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=7125282723458134817' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/7125282723458134817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/7125282723458134817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2012/02/marcas.html' title='marcas'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-1000154796297335081</id><published>2012-02-06T19:05:00.001-08:00</published><updated>2012-02-18T17:31:24.117-08:00</updated><title type='text'>a passagem</title><content type='html'>Ela era muito pobre e por isso ele não gostava dela. Ele gostava de mulheres ricas. Da beleza das ricas, do cheiro e do olhar daquelas que podiam mais, como ele mesmo gostaria de poder. Ali, naquelas mulheres, ele projetava seus sonhos de ser o homem que ele gostaria de ser, que ele haveria de ser...&lt;br /&gt;Ela foi embora, portanto. Afinal não havia nada mais ali que segurasse seus braços, que pedisse o seu abraço, nem nada que desejasse seus beijos. Seu corpo era da cor das estrelas daquela noite. Seu céu tinha sombras de luar e seu caminho nada além de penumbras. E era assim que seria. Assim ela iria passar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-1000154796297335081?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/1000154796297335081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=1000154796297335081' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/1000154796297335081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/1000154796297335081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2012/02/ele-me-perguntou-voce-e-protagonista-da.html' title='a passagem'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-5415929719276018638</id><published>2012-01-03T10:12:00.000-08:00</published><updated>2012-01-03T10:23:44.159-08:00</updated><title type='text'>Amor só se ama junto, ou feliz 2012!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-0QxHdRjOHpg/TwM3wa7gC7I/AAAAAAAAAFI/EzXwt8gwhQI/s1600/amuletos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-0QxHdRjOHpg/TwM3wa7gC7I/AAAAAAAAAFI/EzXwt8gwhQI/s320/amuletos.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;2012 chegou enfim! Eu creio que seja difícil que alguém passe imune ao apelo do signo de um novo começo, mesmo para os mais racionais, os que sabem (diferente daqueles que se entregam às comemorações de ano novo. Esses&amp;nbsp;não sabem, é&amp;nbsp;claro - isso foi uma ironia e eu explico porque sei que sou péssima na construção de ironias e vocês podiam não entender) que o caledário é uma invenção do homem, portanto, não haveria nenhum começo de coisa alguma numa dimensão cósmica, não é isso? Pois bem, não creio que mesmo esses não pensem ao menos em planos a serem realizados no ano que se inicia. Aliás, deve ter gente que não pensa em nada mesmo, porque tem todo tipo de pensamento e de comportamento nesse mundão de meu Deus!&lt;br /&gt;O que importa para mim é que muitas, mas muitas pessoas mesmo estão sintonizadas, nesse dia da virada, em torno dos signos da renovação e dos desejos. O que eu acredito é que a força dessa energia junta abala qualquer universo, inclusive os que&amp;nbsp;existem nas cabeças mais cartesianas por aí. O que eu sinto é que a sensação, mesmo ilusória, de um novo recomeço é uma das maiores responsáveis pelo abastecimento do nosso depósito de fantasias interior. Explico: querem coisa que alimente mais a imaginação de um artista que uma tela em branco? Ali nascerá um novo quadro, um novo filme, um novo poema, uma nova música.&amp;nbsp;É isso que eu vejo de mais interessante nas comemorações de ano novo. Aliás, essa sensação é a que, para mim, movimenta a minha vida. Mais do que das concretizações, eu gosto desse momento das possibilidades. Provavelmente porque eu sou uma sonhadora inveterada, coisa que também não é lá das melhores de ser. Mas confesso a vocês que a&amp;nbsp;tal&amp;nbsp;tela em branco, o mundo de possibilidades me deixa encantada, em um estado de espírito ímpar. É quando eu me sinto melhor comigo mesma, mais corajosa, esperançosa, cheia de brilho. Por isso as mudaças de ano sempre me são muito caras. Gosto de comemorá-las, de fazer os rituais, de estar na praia, de ver fogos, de sonhar... Esse ano, em especial, eu cumpri vários ítens que eu enfiei na cabeça que trariam bons ventos para 2012. Eu pedi coisas que eu desejo muito e pedi também ajuda para que eu&amp;nbsp;faça por merecê-las. Desejei coisas para mim, não vou mentir para vocês. Mas tem algo que eu acredito muito, mais até do que creio nas realizações dos desejos que pedimos para o ano novo, que é no princípio da coletividade. Me acompanha o pensamento de que ninguém pode ser muito feliz em cima da infelicidade de outrem. Desse mesmo pensamento deriva o que me leva a crer que não adianta desejar aquilo que vai ser bom para poucos. O que será melhor&amp;nbsp;de fato em qualquer situação&amp;nbsp;é sempre o que será melhor para um maior número de pessoas possível envolvidas. É nisso que eu acredito. Assim, meus votos para 2012 para todos vocês não são de que seus desejos se realizem, nem os meus, mas que nossos desejos estejam de acordo com uma ordem do amor, e se realizem em um mundo mais justo, mais harmônico, mais colaborativo. Que as bençãos desse ano que chega&amp;nbsp;nos encontrem a todos e&amp;nbsp;juntos! Mais amor em 2012 e sempre!&lt;br /&gt;Com carinho para todos vocês,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-5415929719276018638?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/5415929719276018638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=5415929719276018638' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/5415929719276018638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/5415929719276018638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2012/01/amor-so-se-ama-junto-ou-feliz-2012.html' title='Amor só se ama junto, ou feliz 2012!'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-0QxHdRjOHpg/TwM3wa7gC7I/AAAAAAAAAFI/EzXwt8gwhQI/s72-c/amuletos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-3722400571627184525</id><published>2011-11-19T19:51:00.001-08:00</published><updated>2011-11-19T19:59:57.303-08:00</updated><title type='text'>essas são minhas</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ok. Cheguei no espírito de fazer meu top list musical depoisde três (apenas) chopps no pub e a barriga vazia... Percebi que é impossívelfazer um top 10, vou tentar fazer um mais livre: sem limite de colocações e nemhierarquia, mesmo assim é tarefa difícil, viu? Vamos lá:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Black&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt; – Peral Jam: “ I know someday you1ll have abeautiful life, I know you’ll be a Sun in somebody else sky, but why, why can’tit be, why cant it be in mine?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Angel of the morning&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt; – versão com &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Nina Simone&lt;/b&gt;, por favor!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Come Here&lt;/b&gt; -&amp;nbsp; Kath Bloom – cenado filme: MUITO IMPORTANTE - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=nQpYHiB0k6k"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=nQpYHiB0k6k&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Everyday is likeSunday&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt; -&amp;nbsp; Morrissey – o refrão, claro! &lt;/span&gt;Favor cantargritando ;)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Please Let me Get WhatI Want&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt; - The Smiths– Importante: &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;ouvir no vinil.&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Acontece&lt;/b&gt; – Cartola – “se eu ainda pudesse fingir que te amo... ah,se eu pudesse! Mas não posso, não devo fazê-lo, isso não acontece”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Vampiro&lt;/b&gt; - Jorge Mautner – “...você é o estandarte da agonia. Que tema lua e o sol do meio dia.”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Estrada de Canidé&lt;/b&gt; – Luís Gonzaga – “&lt;span class="apple-style-span"&gt;Vaioiando coisa a grané. Coisas qui pra mode vê, o cristão tem que andá a pé&lt;/span&gt;...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Cuteitelinho&lt;/b&gt; – com Nara Leão – destaquepara: a última estrofe inteira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Luka&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt; – Suzanne Vega – “&lt;span class="apple-style-span"&gt;I think it's because I'm clumsy, I try not to talk tooloud. Maybe it's because I'm crazy, I try not to act too proud&lt;/span&gt;…”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Harvest Moon&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt; – Neil Young – “ because Im stillin love with you, I wanna see you dance again…”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="line-height: 19.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Out on a Weekend&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&amp;nbsp;– Neil Youngde novo – sei lá, não consegui deixar essa de fora… coisa pessoal demais, maybe&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1 style="line-height: 19.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1 style="line-height: 19.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;WishFulfillment&lt;span style="font-weight: normal;"&gt; -&amp;nbsp; Sonic Youth – essa frase: “&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Its such a mess now anyway. Wish Fulfillment everyday” &lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;é uma dos desabafos mais genuínos e fidedignosque eu já ouvi...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1 style="line-height: 19.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size: small; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1 style="line-height: 19.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Who are You&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-weight: normal;"&gt;– Tom Waits – “don’t you knowthis is a war? Tell mewho are you this time?”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;/span&gt;A letter to Elise/ Pictures of you&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt; – The Cure &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Love will tear us apart&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt; – joy division&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Por enquanto é isso…. Foi o que eu lembrei, mas COM CERTEZAdeixei alguma coisa&amp;nbsp; muito boa de fora quesó vou lembrar depois. Vale dizer que aqui é uma lista de músicas. Algumasbandas estão aí por causa de uma única música como Pearl Jam,&amp;nbsp;&amp;nbsp;por exemplo.&amp;nbsp;oufiguras que definitivamente eu não gosto de mais nada, como Suzanne Vega. Ocontrário também: Morrissey, Smiths, Cure, Neil Young - MUITO difícil pensar emuma música só. E também rolou coisas assim: AMO Pixies, mas não consegui nenhuma música para encaixar aqui...provavelmente ninguém vai entender essa lógica, mas eu quis registrar assimmesmo. Playing with myself again&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-3722400571627184525?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/3722400571627184525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=3722400571627184525' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/3722400571627184525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/3722400571627184525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2011/11/essas-sao-minhas.html' title='essas são minhas'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-6950000042787587503</id><published>2011-10-28T12:44:00.000-07:00</published><updated>2011-10-28T12:45:08.808-07:00</updated><title type='text'>mesmices</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eu, que não tenho iphone, ipad, inada, tenho um modelo maisantiguinho do ipod. Retomei o uso dele há mais ou menos um mês (quando voltei afazer exercícios físicos - um clássico) e percebi como estava com saudade deleassim, só depois de voltar a usá-lo. Tenho dessas. Percebo saudades no momentoem que estou justamente, ou supostamente, matando ela. Pois bem, estou aqui,falando do ipod, que é antiguinho no modelo, para dizer que antigo também é oque está lá, guardado nele. Assim, no estilo veinho por dentro e por fora. Equando eu volto a pensar no meu ipod sempre protelo em pegá-lo, pois ficoimaginando que eu deveria atualizá-lo, por novas músicas, trocar algumas etals. Ah, que trabalho chato! Deixo pra lá. Quando eu resolvo pegar ele, dojeito que está mesmo, e começo a ouvir meus velhos “disquinhos”, então entendotudo. Tudo! Entendo porque eu fico protelando para atualizá-lo, porque eu largoele de tempos em tempos, porque eu acho um saco trocar os arquivos de música. Entendomais sobre mim mesma, podem acreditar. Vocês podem não querer saber (entãoparem de ler aqui, agora. Depois não digam que não avisei), mas eu sou essa:não fico querendo descobrir novos sons, novos artistas, novos discos. Não querosaber nem dos discos novos dos artistas que eu gosto. Aceito surpresas, éclaro. Mas não procuro. Não mesmo. Tem que ser muito insistente a novidade prachegar até a mim. Lembro que com a amy wine house eu cheguei ao absurdo de nãoquerer ouvir, mesmo quando uma amiga colocava e dizia: “- ouve”. E olha, achoque nunca consegui me abrir de fato para ela como poderia ser, se eu não fosseeu. Digo isso porque intuo que poderia me entregar bem mais à Amy se fosse tudouma questão de gosto apenas. Mas não. A questão aqui é bem mais complexa.Trata-se de uma alma, para meu desgosto, irremediavelmente fiel. Uma fidelidaderidiculamente canina, sabem? Por favor, me deixem com meu velho repertóriomusical! Mal consigo dar conta dele, por que coisas novas??? (claro que eu seiporquê, mas por que???). Antes que vocês comecem a me crucificar e me cuspirempelo meu embotamento musical, pelo meu parco conhecimento, que quer se fecharem seu cantinho aconchegante ao invés de explorar novos horizontes, ampliar as“portas da percepção”, deixa eu tentar me explicar. Música, para mim, é como oamor. Gosto das redescobertas. Um jeito de sorrir que eu não tinha reparadoantes. Um solo que tinha me escapado. Um olhar distante: “-no que será que eleestá pensando?”. Um verso que, de repente, passa a fazer um novo sentido. Pensoque reconquistar alguém é muito mais difícil que conquistar pela primeira vez. Epenso também que se permitir ser reconquistado (a) é uma tarefa não mais fácil.Permitir que antigas canções me reconquistem tem esse gostinho: de realizar umatarefa difícil, que às vezes parece até impossível. Não estou querendo dizerque a chegada de novas canções impeça esse momento. É que para mim, fica maisdifícil quando eu me perco em mundos de novos estímulos, conseguir me perdernos estímulos conhecidos. E, vou dizer, eu ADORO me perder nos estímulosconhecidos. Eu amo me apaixonar novamente pela mesma pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-6950000042787587503?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/6950000042787587503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=6950000042787587503' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/6950000042787587503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/6950000042787587503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2011/10/mesmices.html' title='mesmices'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-5294546754306476848</id><published>2011-10-08T19:30:00.000-07:00</published><updated>2011-10-08T19:41:35.519-07:00</updated><title type='text'>metamorfose</title><content type='html'>Guarde pra você tudo que mais lhe incomodar. Guarde o que te deixa indignado, desesperado, machucado. Guarde, mas bem guardadinho e não deixe ninguém nunca ver. Esconda de um jeito que mesmo que futuquem (e vão futucar), que escarafunchem, mesmo que roubem o seu diário, mesmo que devassem o seu armário, ainda assim nada se possa encontrar. Bem escondidinhas suas mágoas devem estar em seu casulo a se preparar. Elas se alimentarão de lágrimas, de sonhos, dias de solidão... Numa manhã de chuva, daquelas finas, que surpresa todos terão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Borboleta pequenina venha para nos salvar, venha ver quanta alegria que hoje é noite de natal"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-5294546754306476848?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/5294546754306476848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=5294546754306476848' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/5294546754306476848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/5294546754306476848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2011/10/metamorfose.html' title='metamorfose'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-3297764062925980077</id><published>2011-10-03T21:24:00.000-07:00</published><updated>2011-10-04T11:11:07.815-07:00</updated><title type='text'>nem hora, nem lugar</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E quando os oráculos passam a interessar, as canções de ninar,a história que ninguém mais viu passar, o olho que segue o chão, a roupafolgada pra aconchegar, o canto do sofá... é quando a vida segue em espaçoserrantes, em tempo de ninguém e as horas não servem mais para marcar. Aslembranças se amontoam em um compasso estranho, mas que, de alguma forma, ésempre familiar. E a música é calma, é doce, mas nunca melódica. Carecem demelodia as músicas desse lugar, nessa hora. É preciso que alguém chame porelas, que alguém grite o seu nome. - Música! Então, se faça a música. Preenchao lugar. O peito está vazio, é morada de quem chegar. – Música, vem cá! &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas para chorar não. Chora-se em silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-3297764062925980077?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/3297764062925980077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=3297764062925980077' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/3297764062925980077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/3297764062925980077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2011/10/nem-hora-nem-lugar.html' title='nem hora, nem lugar'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-4109047518165100946</id><published>2011-09-17T10:17:00.000-07:00</published><updated>2011-09-17T10:17:37.672-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não sei o que eu faço para achar de volta a minha vontade de escrever aqui que se perdeu em alguma gaveta do meu armário das desilusões....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-4109047518165100946?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/4109047518165100946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=4109047518165100946' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/4109047518165100946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/4109047518165100946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2011/09/nao-sei-o-que-eu-faco-para-achar-de.html' title=''/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-519690739117527735</id><published>2011-06-29T08:02:00.001-07:00</published><updated>2011-06-29T08:14:50.600-07:00</updated><title type='text'>pistas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;O que faz a gente ficar com uma música grudada na cabeça, alguém já tentou se perguntar isso quando acontece consigo? Claro que já, né? Ou não? Bem, eu, que tenho a tendência de me perder horas e horas tentando entender coisas absolutamente inúteis na vida prática, já pensei várias vezes e tenho algumas considerações para dividir na tentativa de saber mais do assunto. Na verdade, não penso exatamente sobre o que faz grudar uma música na cabeça, porque, não sei se vocês já repararam, mas, pelo menos comigo, o que acontece com freqüência é ficar com uma frase da música na cabeça, ou seja, muito mais chato, é claro. Agora, nesse exato momento, estou pensando em “amanheça de cabeça dentro dela” que ouvi no clipe divulgado com vários outros clipes caseiros da dupla Miranda Kassim e André Frateschi, nesse link aqui quem quiser ir ver &lt;a href="http://www.mirandaeandre.com.br/"&gt;http://www.mirandaeandre.com.br/&lt;/a&gt;. Mas esse é apenas um exemplo recente. No geral, o que acontece pode ser resumido em:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;1 – não se trata de gostar ou não da música, ou da letra - algumas músicas que ficam na minha cabeça eu amo, outras eu odeio, outras não fedem nem cheiram, é fato.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;2 – Não se trata da novidade. No caso desse exemplo, realmente acabei de conhecer, mas muitas vezes músicas antigas ficam martelando uma mesma frase na minha cabeça sem parar, a ponto de acabarem parando nos meus sonhos e tudo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;3 – Não creio que tenha a ver com a pegada pop, pois, ao menos comigo, e no caso de frases (não da musica inteira), já experimentei esse fenômeno tanto com as mais popularescas quanto com as mais obscuras, então...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Penso que tudo isso tem a ver com processos psíquicos inconscientes. O que eu tenho matutado aqui, com meus botões é que a tal frase que fica na cabeça é uma pista, uma ponta de um novelo a ser desvendado para segredos sobre mim que eu mesma desconheço. Creio que ela fica insistindo na cabeça porque casou, colou com algum conteúdo que está lá guardado de mim mesma por alguma razão que eu também não sei. Como eu tenho uma queda forte por essa brincadeira de detetive no intangível e improvável mundo dos pensamentos, mais precisamente no reino governado por uma distinta senhora que chamamos Psique, adoraria desvendar cada pista que chega até a mim. No entanto nunca ocorreu que obtivesse sucesso nas minhas empreitadas. Não sei se por falta de mais pistas, ou se, talvez, eu esteja lidando com hipóteses descabidas, ou fracas talvez. “Amanheça de cabeça dentro dela” acordou comigo hoje. Até o final do dia estarei tentando descobrir o que essa frase quer realmente me dizer, “de cabeça dentro dela” para não perder a chance de um trocadilho infame. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-519690739117527735?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/519690739117527735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=519690739117527735' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/519690739117527735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/519690739117527735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2011/06/pistas.html' title='pistas'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-581477894661765426</id><published>2011-06-26T11:44:00.000-07:00</published><updated>2011-06-26T11:45:48.416-07:00</updated><title type='text'>a boca</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu acho que sei porque você gosta dela...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Então, me diga.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- É que vocês têm uma boca parecida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- A boca? Mas o que parece, o formato?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Também, o formato também parece. Mas tem uma sensualidade na boca que vocês duas têm igual.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-581477894661765426?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/581477894661765426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=581477894661765426' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/581477894661765426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/581477894661765426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2011/06/boca.html' title='a boca'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-2555478426982741426</id><published>2011-06-14T21:01:00.001-07:00</published><updated>2011-06-14T21:01:49.521-07:00</updated><title type='text'>confiança</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;- Jura que você não vai perguntar aonde eu fui, com quem eu estava... nada?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não, eu confio em você.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Jura?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Claro, você não?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- hum... não.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-2555478426982741426?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/2555478426982741426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=2555478426982741426' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/2555478426982741426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/2555478426982741426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2011/06/confianca.html' title='confiança'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-6619900566954333783</id><published>2011-04-25T19:14:00.000-07:00</published><updated>2011-04-25T19:20:51.609-07:00</updated><title type='text'>contos parte III</title><content type='html'>E a princesa resolveu se casar então com o bobo da corte. - Ironia, você me será fiel até que a morte nos separe? O bobo não tinha então opção. E assim a princesa viveu feliz para sempre...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-6619900566954333783?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/6619900566954333783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=6619900566954333783' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/6619900566954333783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/6619900566954333783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2011/04/contos-iii.html' title='contos parte III'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-362986733944049652</id><published>2011-04-11T21:02:00.000-07:00</published><updated>2011-04-11T21:03:14.075-07:00</updated><title type='text'>contos parte I e II</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;A princesa e o bobo da corte. Parte I&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Seria capaz da fidelidade eterna, de só ter olhos para o seu príncipe se pudesse ter a garantia que ele também assim o seria, disse a princesa consigo mesma. Mas disse em voz alta, pois eram pensamentos que escapavam pela boca. O bobo da corte que estava ao seu lado não pode deixar de ouvir. Como todos sabem, os bobos da corte não costumam ser assim: bobos. E como todos sabem também, não há reinos possíveis sem seus bobos. O bobo tinha nome. Nome fantasia, mas todos o conheciam por Ironia, como gostava de ser chamado. Ao ouvir os pensamentos da princesa o bobo reage.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Tens sentimentos nobres, próprio da realeza a que pertences, minha cara, mas és tão tola quanto qualquer plebeu. Não há paixão na previsibilidade, disse o bobo. Caso tu suportastes essa condição tão inglória, certamente não suportaria a opacidade que receberias na recíproca do teu amor. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A princesa e o bobo da corte. Parte II&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se recolhendo aos seus aposentos a princesa pede ao bobo que a deixe em paz: - Ironia, preciso descansar agora. Então o bobo lhe fez a reverência e disse se retirando: - Descanse, minha princesa. Assim que despertar, eu aqui novamente estarei.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-362986733944049652?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/362986733944049652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=362986733944049652' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/362986733944049652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/362986733944049652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2011/04/contos-parte-i-e-ii.html' title='contos parte I e II'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-6011018837743085980</id><published>2011-04-05T07:59:00.000-07:00</published><updated>2011-04-05T09:05:37.381-07:00</updated><title type='text'>tomaz e valentina</title><content type='html'>Eu sei que sou uma mãe besta, coruja, manteiga derretida, enfim, todos esses adjetivos que costumamos atribuir aquelas pessoas que ficam meio embotadas do pensamento quando o assunto trata de seus rebentos. Essa embotada sou eu, muito prazer! Mas aqui, do alto da minha corujice mais aguda, quero perguntar a vocês se alguém pode me condenar por meu mais absurdo derretimento. Tenho duas crianças lindas e vou começar falando do meu menino. Porque ele está aqui do meu lado, falando sozinho enquanto joga e sendo o que ele mais sabe ser nessa vida: lindo e muito, muito charmoso. Ele fala como se fosse o herói dos jogos e pergunta ao inimigo: "ah, você quer dançar? Então vamos dançar!", assim do jeitinho que o homem-aranha faz. Ele tem o olhar fixo na tela, os cabelos grandes com cachos grandes e douradinhos e uma boquinha de moranguinho, vermelhinha e bicudinha, linda. "Eu tô ganhando, olha mãe!". Outro dia ele era um gordinho, tão pequeno que mal sabia falar mamãe. Um gordinho que demorou pra andar e quando o fez saiu andando como se sempre soubesse como se fazia. Ele chamava água de "adum"e hoje está aqui matando os mais terríveis vilões do planeta, vejam só! Ele sempre inventa alguma coisa pra protelar ao máximo ter que fazer qualquer uma das coisas que ele não gosta: comer e lavar a cabeça, por exemplo. Outro dia ele disse a avó que existia um lugar que ninguém precisava comer e quando a avó perguntou de que viviam as pessoas em tal lugar, ele respondeu que viviam de sobremesa. Ele tem esse mundo só dele mas ninguém pense que ele lá se isola. Ele sempre quer alguém pra entrar nesse mundo cheio de vilões, sobremesas, heróis, lutas, cambalhotas, cabanas de lençóis e de super transformações junto com ele. Todo dia haveria uma história diferente pra ser contada no mundo de Tomaz. A gente é muito chato porque várias vezes perde a paciência quando o mundo de cá, esse mundo de escola, de almoço, janta, dormir, de pais na rua, pais trabalhando, irmã chorando fica no meio do caminho, entre Tomtom e sua eterna brincadeira. Se tudo pudesse ser uma brincadeira, meu filho estaria sempre feliz. E ele cresce tão rápido! E tá virando um magrelinho. E nunca quer comer, nunca! "Olha o bala de canhão, mãe! Era meu alien favorito quando eu era bebê!". Ele já fala do passado, quem aguenta? E agora vem uma menininha que ainda é uma pequena lombriguinha. Uma lombriga linda, sem brincadeira. Ela fala "mamã" pra qualquer coisa, cai com a cara no chão toda vez que tenta engatinhar e fica lá chorando até que alguém a tire daquela situação embaraçosa. Quando tenta ficar em pé, as pernas tão gordinhas e cheia de dobrinhas só conseguem ficar tortinhas. Tão linda tortinha! Ela cresce rápido também e daqui a pouco vai estar correndo, falando e argumentando com a gente, assim como o irmão. Ela parece que vai ser um pouco mais agressiva que ele pois ela grita alto sempre que está contrariada. Isso, no entanto, pode mudar muito ainda. Ela fica tão feliz quando eu apareço que me dá vontade de aparecer sempre. Ainda sabemos pouco de Valentina. Só que ela é linda e conquistadora. Sabemos que ela parece saber bem o que quer. Ela parece adorar Tomaz. Adora passear na rua. Quando dorme no meu braço eu fico beijando ela sem parar e sinto meu coração se derreter todo e que eu ficaria ali abraçada a ela pra sempre. Quando eles vão dormir é quando eu sinto a dimensão desse meu amor que nem cabe no meu entendimento. Tomaz e Valentina. Tomaz e Valentina! Tomaz e Valentina pra sempre!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-6011018837743085980?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/6011018837743085980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=6011018837743085980' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/6011018837743085980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/6011018837743085980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2011/04/tomaz-e-valentina.html' title='tomaz e valentina'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-4644941171667127506</id><published>2011-03-20T13:17:00.000-07:00</published><updated>2011-03-20T13:22:21.788-07:00</updated><title type='text'>tomaz explica o mundo</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16px; "&gt;Meu filho tem realmente as conversas mais intrigantes do mundo comigo. Agora ele deu pra falar volta e meia quando estamos andando na rua, uma frase assim: "mamãe, o planeta está mostrando a gente". Eu sempre peço pra ele me explicar e hoje ele me veio com uma explicação no mínimo curiosa: &lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16px; "&gt;Tomaz - É que o planeta escolhe umas pessoas pra mostrar e ele escolheu a gente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16px; "&gt;Eu: - É? A gente quer dizer só eu e você? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16px; "&gt;Tomaz: - É. E se alguém chegar perto da gente, ele mostra também. Entendeu, mãe? Entendeu como funciona o mundo? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16px; "&gt;Eu dou risada e digo: "tô tentando filho, tô tentando..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-4644941171667127506?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/4644941171667127506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=4644941171667127506' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/4644941171667127506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/4644941171667127506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2011/03/tomaz-explica-o-mundo.html' title='tomaz explica o mundo'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-1332453387050014298</id><published>2011-02-26T17:24:00.000-08:00</published><updated>2011-02-26T17:26:18.342-08:00</updated><title type='text'>desejos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Não querer é assim: a coisa que a gente mais tem medo nesse mundo. A morte não se teme, meu senhor. A morte não. As coisas de Deus são assim como são. A seca do solo da vontade é que mata o cultivador. Árvore sem frutos, a maçã colhida. Já tinha o paraíso e o fruto proibido do desejo não se deve ter. É o objeto que brinca, que escorrega, que some bolha de sabão no ar e plic, desaparece ao se tentar tocar. Deixa voar, deixa escapar, é assim o viver. Abre a boca e fecha os olhos, adivinhe onde está? Pique-esconde vai procurar! Corre! Vai pegar! Não, amigos, eu não tenho medo da morte. Tenho medo é da hora da brincadeira acabar...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-1332453387050014298?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/1332453387050014298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=1332453387050014298' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/1332453387050014298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/1332453387050014298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2011/02/desejos.html' title='desejos'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-7709645187997681992</id><published>2010-12-13T11:01:00.000-08:00</published><updated>2010-12-13T11:13:46.799-08:00</updated><title type='text'>chove enquanto minha filha dorme</title><content type='html'>e caem raios e soam trovões, lá fora um mundo de perigos. ela dorme no berço, gripadinha, cafungando o nariz abusado que chateia o soninho embalado pela cantiga da chuva. e está escuro aqui dentro. escuro como um céu sem dia, nem noite. escuridão de hora nenhuma, dessas que reclamam solidão e se escondem atrás do armário das lembranças. ela dorme ainda. tem um travessiro rosa-salmão ou pêssego, não sei ao certo, em uma das mãos e outro que lhe apoia as costas. ela sonha, será? sonhos com trilha de chuva e nuvens pêssego. a chuva vai fraquejando. som dos pingos finais do concerto em um delicado gotejar, aqui e acolá. será que ela acorda? que desperte iluminando esse dia cinza e as penumbras que habitam os cantos do meu coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-7709645187997681992?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/7709645187997681992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=7709645187997681992' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/7709645187997681992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/7709645187997681992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2010/12/chove-enquanto-minha-filha-dorme.html' title='chove enquanto minha filha dorme'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-6463677304026382792</id><published>2010-12-08T17:22:00.000-08:00</published><updated>2010-12-08T17:42:21.091-08:00</updated><title type='text'>só lágrimas</title><content type='html'>Lágrimas são bichinhas impertinentes. Elas escorrem a maquiagem, mareiam as vistas, caem no papel, revelam segredos... coisinhas impertinentes as lágrimas. A dor, o amor, a vida, a morte, o riso, o choro, o sono, o despertar, a lágrima. E vem de lá. Põe um colírio para disfarçar. Pode chover, pode gripar. Conjutivite! - O que você vai falar? Chora e não sai lágrima. Viu só? Im-per-ti-nen-te. Secaram... Era um rio azulzinho, mas misturou com o mar. Acabou a água. -Você vem ajudar? Para, para, para! Passou, já passou. As lágrimas foram feitas para alguém enxugar. São as águas dos olhos que se precipitam no olhar. Molham a alma e aquecem um peito. Lágrimas me consolam e me ajudam a dormir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-6463677304026382792?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/6463677304026382792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=6463677304026382792' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/6463677304026382792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/6463677304026382792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2010/12/so-lagrimas.html' title='só lágrimas'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-5160284442646121125</id><published>2010-11-30T16:29:00.000-08:00</published><updated>2010-11-30T16:30:36.476-08:00</updated><title type='text'>após a notícia de uma morte</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px; "&gt;pensando sobre questões de transcendência e imanência me descubro um ser mais materialista do que gostaria...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-5160284442646121125?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/5160284442646121125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=5160284442646121125' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/5160284442646121125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/5160284442646121125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2010/11/apos-noticia-de-uma-morte.html' title='após a notícia de uma morte'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-89263492577246952</id><published>2010-11-28T18:05:00.001-08:00</published><updated>2010-11-28T18:27:00.360-08:00</updated><title type='text'>salve, salve</title><content type='html'>Que triste a ironia: uma alma toda prosa que espreme e não sai poesia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-89263492577246952?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/89263492577246952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=89263492577246952' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/89263492577246952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/89263492577246952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2010/11/salve-salve.html' title='salve, salve'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-1892973864653612709</id><published>2010-10-20T08:41:00.000-07:00</published><updated>2010-10-20T08:53:12.428-07:00</updated><title type='text'>sobre o padecer</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_F__m1cTM13Q/TL8P_1_TUvI/AAAAAAAAAEQ/2KlwxmvQLqs/s1600/Crucified-Woman.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 317px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_F__m1cTM13Q/TL8P_1_TUvI/AAAAAAAAAEQ/2KlwxmvQLqs/s320/Crucified-Woman.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530156456933020402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Vou colocar aqui hoje algumas coisas que penso relacionadas ao assunto mulher e filhos. Pensamentos que ressurgiram na minha cabeça por conta do tema aborto, que rodou as agendas das campanhas eleitorais nesses últimos dias. Começo logo assim, portanto: sou contra o aborto, mas a favor da descriminalização. É uma questão de saúde pública e o papel do estado é cuidar dela, me faça o favor. Aliás, tenho até preguiça de entrar em um assunto tão batido. Pulemos. Quero falar sobre coisas que sinto na pele como mulher, 36 anos, mãe de dois filhos, um garoto de 3 anos e uma menininha de quase 3 meses, uma graduação, uma especialização, um mestrado, dez anos de carreira publicitária, dois como professora universitária e exatos três anos e quase três meses fora do mercado de trabalho. E, amigos, nada aqui nessa situação é fácil. Nadinha mesmo. Existem situações mais difíceis, sem dúvida. Mas poucas reúnem em si um grau tão significativo de dificuldade e naturalidade quanto a maternidade. Agora simplificando, só por uma questão de comunicação, pois o assunto é dos mais complexos: ser mãe é uma das coisas mais natural e difícil ao mesmo tempo para a mulher. E o que eu mais escuto hoje nas rodinhas de conversas de mães é a frase: “mas você imaginava que era assim?”. Olha, parece sempre que ninguém imaginava. E nos atiramos às perguntas óbvias do gênero “o que será que aconteceu?”, “não parecia ser tão complicado para minha mãe”, entre outros questionamentos do mesmo tipo. O que sentimos (e falo pela totalidade das mães que eu já tive oportunidade de trocar figurinhas) é que sofremos de uma exigência desumana da sociedade justamente quando estamos numa fase em que nos doamos completamente, muito mais do que recebemos, a nossos pequenos rebentos que tanto precisam de nós. Talvez essa seja a diferença em relação a nossas mães, avós, etc. Além de mãe, nos esperam bonitas, interessantes (com mais assuntos que não sejam apenas troca de fraldas e mamadas), e independentes emocional e financeiramente. Sim, é isso mesmo. A mulher de hoje que quiser se lançar na aventura materna deve ter em mente que não trocará, apenas acumulará novas funções em mais um papel a desempenhar. A pergunta é: e o que se há de fazer? Duvido muito que alguma mãe que gosta da sua carreira esteja disposta a abrir mão dela pela maternidade. Duvido também que seja do desejo da maioria das mulheres bem sucedidas não ter filhos. Queremos ter filhos, carreira e um corpinho esbelto no pós-parto, sim senhor. Esperamos compreensão dos maridos e amigos. Claro que sim. Mas queremos mesmo dar conta de tudo, pois é assim que nos sentimos bem nos tempos de hoje. Não quero entrar no mérito dos motivos, ou em análises de comportamentos contemporâneos. Quero entrar no mérito do que pode ser feito. Li recentemente uma matéria de um psicanalista (não lembro quem) dizendo que precisamos ter uma boa dose de auto-conhecimento para sermos sinceros na hora de optarmos pela maternidade. Ele dizia que não faz parte do desejo de toda mulher ser mãe e que isso deveria ser mais respeitado pelo indivíduo a fim de melhorarmos o mundo gerando menos adultos problemáticos, frutos de uma infância mal amada, por exemplo. Concordo. Mas essa é uma luta individual de cada mulher com sua cultura. Para quem se descobre sem vocação para a maternidade as coisas ainda não são simples, mas provavelmente bem mais fáceis do que para aquelas que sentem o desejo de ser mãe sim, mas querem também ter uma carreira, uma vida social ativa e uma vida financeira independente. Não precisa dizer que, pela minha observação empírica, esse perfil se encaixa na grande maioria das mulheres. Aproveitando o período das eleições, aproveito para dizer que para mim, a questão da nova situação da mulher na contemporaneidade faz necessária a reformulação da mentalidade em torno da maternidade sim, mas também de leis e posicionamentos governamentais. Eu creio que caberia ao estado amparar a mulher que se torna mãe. Eu quero é um ano de licença maternidade, políticas de proteção à mulher no mercado de trabalho e leis de incentivo à inserção da mesma em seu retorno. Acho justo e ainda mais acho que é o mínimo de retribuição que as mães merecem ter na sociedade. Mesmo para aqueles que acreditam terem tido uma péssima progenitora, algo precisa ficar claro: você só existe porque alguma mulher o (a) pariu. Conheço muitos homens por aí que desistiriam da missão no segundo mês de gravidez. Diante desse quadro, fica mais atraente a idéia de um aborto a fim de interromper uma gravidez indesejada? Acredito eu que sim. Mas não seria bem mais interessante o estado trabalhar para tornar a vida de uma mãe menos difícil, no lugar de continuar mantendo o aborto uma prática ilegal? Eu, pessoalmente, sou totalmente contra a idéia do aborto, pois acredito que a vida tem caminhos mais sábios que toda a minha razão. Se eu for pensar de forma cultural e social, sou contra também, pois acho que mesmo em condições seguras, o aborto é uma violência à natureza feminina antes de qualquer coisa. Sou, porém, completamente a favor do direito da mulher de não querer ser mãe e de que o estado assegure a elas o direito de preservar sua saúde no interrompimento de uma gravidez, se for essa a sua opção. Então nós, filhos de uma mãe, não nos tornemos tão cínicos a ponto de esquecermos que a situação da mulher não pode ser discutida ou pensada como a do homem na sociedade. Merecemos muito mais cuidados. Não porque somos frágeis ou porque queremos regalias, mas porque é justo que tenhamos de retorno algo mais equiparado com o quanto nos doamos. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;ilustração: eric drooker&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-1892973864653612709?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/1892973864653612709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=1892973864653612709' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/1892973864653612709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/1892973864653612709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2010/10/sobre-o-padecer.html' title='sobre o padecer'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_F__m1cTM13Q/TL8P_1_TUvI/AAAAAAAAAEQ/2KlwxmvQLqs/s72-c/Crucified-Woman.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-5363308993568532234</id><published>2010-08-11T10:45:00.000-07:00</published><updated>2010-08-11T10:53:46.092-07:00</updated><title type='text'>futurama</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Costumo viver o presente e voltar os olhos pro passado. Raramente me adianto no futuro. Não significa com isso que eu queira viver tudo que eu desejo em cada manhã que eu acordo como se não fosse haver outra. Tenho alguma fé de que outros dias virão (sim, porque como minha antiga analista me disse, sabiamente, em uma sessão na qual eu reclamava da minha falta de fé: “viver já é um ato de fé” – essa frase mudou muita coisa &lt;st1:personname productid="em mim. Como" st="on"&gt;em mim. Como&lt;/st1:personname&gt; eu não tinha realizado isso antes? Claro que viver é um ato de fé, pois não há nada mais que garanta nossa estadia por aqui no próximo minuto e ainda assim marcamos compromissos para o dia seguinte, ou para a semana que vem. Temos, portanto, fé que iremos estar aqui ainda). Também, mesmo que o mundo fosse acabar amanhã, eu não tenho nenhum ímpeto de sair por aí realizando todas as minhas fantasias. Aliás, se o mundo fosse acabar amanhã eu teria muito mais preguiça das minhas fantasias do que já tenho. Eu ia querer mesmo é me agarrar com toda a força ao que existe de mais belo e poético na minha realidade para não pirar de vez com a perspectiva do fim. Como eu já deixei claro aqui, em textos anteriores, “meu sonho é ser imortal”, citando Rita Lee. Para dar um exemplo a vocês de que sou chegada a uma boa dose de presente, diante da suposta chegada ao fim, eu não pensaria de jeito nenhum no que não fiz (futuro). Pensaria certamente em tudo que fiz e o que eu tenho no momento para me consolar na constatação de que muito recebi e que realizei o que pude. Não quero levantar bandeira nenhuma sobre minha opção/habilidade de viver o presente, apesar de já ter ouvido muito por aí de que esse seria o comportamento ideal para uma vida mais agradável e &lt;st1:personname productid="em paz. Acho" st="on"&gt;em paz. Acho&lt;/st1:personname&gt; que cada um vive o tempo como dá para viver e como doer menos. O importante é não virarmos refém da coisa e sabermos o preço que estaremos pagando ao nos entregarmos a viver do passado ou estarmos sempre na expectativa de um futuro que não chegou. E, para mim, pagar um preço justo por qualquer uma dessas escolhas significa não ficar paralisado diante delas, ser capaz de produzir, de caminhar por, ou apesar delas: “ficar parado assim é que não pode ser”, agora citando Gil (velha guarda - eu hoje). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois bem, meus caros! Nesses dias em que meu presente é de muita doação a minha filhota que acabou de nascer e para meu filho que se depara com a realidade de estar dividindo o amor da gente com a nova irmã, pouco tempo sobra para os outros, e até mesmo para mim. Nesse meu presente, ainda não sei bem por qual motivo, me pego vivendo o tal futuro que, normalmente, costuma não tomar muito do meu tempo. Ele me chega na ansiedade de ver meus filhos mais independentes, de ver minha individualidade ser resgatada, de saber como será nossa logística nesse novo contexto para que as coisas assumam um cenário minimamente confortável para todos. Se já é difícil conceber uma estrutura confortável a dois em um relacionamento, imaginem a quatro! Muitas vontades, desejos e frustrações a serem levados em conta para administrar. A sensação de que nada será fácil, me leva a essa experiência de viver o tal futuro, mesmo sabendo que o fácil ou o difícil só virá a seu tempo, que é quando virar presente. Por hora, me recolho a transformar essa minha atípica vivência de futuro em um momento presentificado nesse texto que divido com quem estiver me lendo. Não estou em boa posição para divagar muito mais sobre este ou qualquer outro tema. Mas, como eu já disse, também não quero ficar parada, refém de um futuro que não chega, saudosa de um passado que eu quero que volte, ou presa em um presente que me limita. Vou buscando, assim, nas palavras temporãs, nas leituras fora de época, encontrar de novo a minha primavera, na tentativa de aprender a esperar e respeitar o seu próprio tempo. Não é uma busca passiva, se vocês podem me entender. Procuro enxergar que não estou nessa estrada parada, mas em um movimento sutil, como o dos seres pequeninos no mundo que, para os grandes, é invisível.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-5363308993568532234?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/5363308993568532234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=5363308993568532234' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/5363308993568532234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/5363308993568532234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2010/08/futurama.html' title='futurama'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-8928935935603271608</id><published>2010-07-20T11:05:00.001-07:00</published><updated>2010-07-20T11:22:18.677-07:00</updated><title type='text'>sobre sinais</title><content type='html'>Sinal é coisa de maluco, né? Encontrar a medida certa entre ter uma boa interpretação dos sinais, saber usar a intuição e ficar paranóico me parece uma tarefa das mais difíceis. Eu, particularmente, tenho problemas sérios em relação à minha intuição. Acho que ela é completamente fraca e não confio nada nela. No entanto costumo gostar do meu senso de interpretação, mas sempre me preocupo em colocá-los à prova da realidade, para não cair na paranóia... Acho que deve ser bom confiar na intuição. Acho também um tanto presunçoso, mas talvez seja porque eu não sei o que é isso. Estou em uma fase muito propensa a buscar sinais em tudo. Sei que esse comportamento é consequência do meu atual estado crítico de ansiedade misturado com uma certa impotência para escoar energia contida. Minhas neuroses sobem à tona, mas nunca dão sua verdadeira face para bater. Elas irrompem como metáforas. E esses sintomas me aterrorizam com seus disfarces medonhos. E eu busco sinais. Não tenho muito o que fazer e busco sinais. E eles estão sempre lá: nas revistas, em declarações, em sonhos, em imagens, em tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-8928935935603271608?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/8928935935603271608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=8928935935603271608' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/8928935935603271608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/8928935935603271608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2010/07/sobre-sinais.html' title='sobre sinais'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-2445240459718782843</id><published>2010-07-17T06:22:00.000-07:00</published><updated>2010-07-17T06:23:07.929-07:00</updated><title type='text'>sonho e realidade</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Você busca nos sonhos a fonte de toda a inspiração para produzir sua própria realidade, que é a sua arte, o que você tem de mais concreto. Já eu não. Eu sou daquele tipo que possui alma pesquisadora, eu observo os fenômenos e me valho da realidade, do que me rodeia de mais concreto para produzir meus sonhos. Vê? Não vivemos em mundos tão distantes assim...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-2445240459718782843?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/2445240459718782843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=2445240459718782843' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/2445240459718782843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/2445240459718782843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2010/07/sonho-e-realidade.html' title='sonho e realidade'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-1390997646063920149</id><published>2010-06-25T11:00:00.000-07:00</published><updated>2010-06-25T11:10:15.796-07:00</updated><title type='text'>aviso</title><content type='html'>Tem um segredo que eu não quero falar, nem escrever, muito menos aqui. Mas quero dizer pra quem me puder ouvir e que o primeiro seja meu coração: se algo ainda me surpreender em relação a isso, o tal segredo, que ninguém tenha pena de mim, muito menos eu mesma. Que eu aguente calada! Que o silêncio seja menos uma forma de conter a tristeza, mas um marco da minha vitória sobre mim. Que eu seja firme mesmo que o chão se abra e que nenhum mal seja tão insolente que me perturbe a alma. Que eu respire. Pare. Lembre que no momento mais duvidoso eu disse para o menor resquício de ingenuidade que ainda exista em mim: "eu te avisei".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-1390997646063920149?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/1390997646063920149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=1390997646063920149' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/1390997646063920149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/1390997646063920149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2010/06/aviso.html' title='aviso'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-7773746574891748185</id><published>2010-06-20T11:57:00.000-07:00</published><updated>2010-06-20T15:16:06.808-07:00</updated><title type='text'>revisão</title><content type='html'>Agora faço a revisão de um trabalho do qual me orgulho de estar terminando. Definitivamente, ando precisando me orgulhar mais das coisas que faço, precisando me orgulhar mais de mim... Na minha frente a tela de um mundo que me leva à desconhecida toca do coelho e eu fico pequenininha e alucinada, mas não sou mais criança. Não sou. E preciso tomar as rédeas do mundo que eu escolher entrar, ou ele me tomará em cativeiro forçado. Vencida por sonhos equivocados, caminhos atrapalhados em opções atrasadas-adiantadas, sabe-se lá! Quem sabe tomar posse do que é meu? Logo eu que nunca tive espírito colecionador. Eu que perco chaves de casa, deixo abertos cadeados e não uso códigos para mensagens guardadas. Eu que sou de poucos mistérios, que ando debaixo do sol e tenho sonhos projetados na tela do meu computador. Mudo eu ou muda o mundo. Mudo eu. Mas volta e meia alguma dor vem me contar que eu ainda não matei toda fantasia do meu peito. Mudo eu. Mas há de muita coisa também mudar, ah, isso há! Preciso terminar minha revisão. Concluir meu trabalho. Preciso me orgulhar mais de mim. E quem sabe, me perder mais em mim do que por aí, em sorrisos sem rostos, tempo que não sai do lugar e enigmas que não foram feitos para se decifrar. Lá fora uma multidão toca cornetas, grita e festeja. Gol do Brasil, creio eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-7773746574891748185?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/7773746574891748185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=7773746574891748185' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/7773746574891748185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/7773746574891748185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2010/06/revisao.html' title='revisão'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-1280432024984043447</id><published>2010-06-14T08:30:00.000-07:00</published><updated>2010-06-14T08:36:09.647-07:00</updated><title type='text'>escolha</title><content type='html'>E para minha próxima vida eu quero querer diferente...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-1280432024984043447?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/1280432024984043447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=1280432024984043447' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/1280432024984043447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/1280432024984043447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2010/06/escolha.html' title='escolha'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-5561404960914404899</id><published>2010-06-09T21:21:00.000-07:00</published><updated>2010-06-09T21:23:01.665-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"eu só quero ficar bem com você..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-5561404960914404899?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/5561404960914404899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=5561404960914404899' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/5561404960914404899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/5561404960914404899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2010/06/eu-so-quero-ficar-bem-com-voce.html' title=''/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-840724104824713941</id><published>2010-05-09T18:06:00.001-07:00</published><updated>2010-05-09T18:32:17.087-07:00</updated><title type='text'>dia da mãe, dia da filha</title><content type='html'>Estava no Athenas, um bar-restaurante, com duas amigas pra finalizar meu dia das mães duplo desse ano. Foi um dia normal, apesar do esforço do meu namorado para me dar de presente um dia digno da data. Ando muito cansada com o mestrado e o barrigão, eu acho. Mas não vim aqui escrever um diário, apenas um pedaço de minha vida que vale aqui estar. Enquanto estávamos na mesa comendo (eu) e bebendo (as meninas), percebi uma mudança de posição que até então não me havia ocorrido. Não me lembro como o assunto chegou nas famílias. Enquanto as meninas falavam das suas mães respectivamente, eu me dava conta que estava vendo aquela situação com olhos completamente inéditos para mim. Pela primeira vez eu não me inseria ali, no contexto de filha falando sobre sua mãe, mas assistia às meninas só pensando que um dia será a minha menina que estará numa mesa de algum lugar com suas amigas falando de mim... foi uma sensação tão nova! Já sou mãe de um garoto de três anos afinal de contas... Meu filho trouxe uma série de mudanças para minha vida, de primeiras sensações nunca sentidas. Confesso que algumas vezes me preocupa imaginar que minha filha, que vem agora, possa se sentir sempre a segunda, sempre vindo depois. Na gravidez de Tomaz, por exemplo, escrevi uma enorme carta para ele e por ele, que inclusive está postada aqui neste blog. Nessa, a de Valentina, não me ocorre escrever nada por enquanto. Como será um segundo grande amor convivendo com um primeiro? Será que se ama igual mesmo? Enfim, perguntas que não chegam a atormentar, mas às vezes espreitam, passam feito vultos fantasmagóricos dando um friozinho na espinha, mas só passam. Hoje, porém, feliz me dei conta que tive uma primeira vez da gente, uma primeira vez minha e dela e por ela, hoje, logo hoje no dia das mães: a que eu sou e a que um dia ela poderá vir a ser. Outras primeiras virão portanto, por certo. Já é a primeira menina, isso sim e eu já sabia. Mas ter no concreto a percepção do que isso significa é que realmente faz a diferença. E a primeira diferença é talvez a de que o pepel de filha não me cabe mais como já coube. Pela primeira vez eu passo o cetro a minha pequena, minha princesa, minha filha que vem aí e um dia estará em alguma mesa, com algumas amigas e irá falar mal, falar bem, falar, falar e falar de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-840724104824713941?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/840724104824713941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=840724104824713941' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/840724104824713941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/840724104824713941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2010/05/dia-da-mae-dia-da-filha.html' title='dia da mãe, dia da filha'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-8777572732843616299</id><published>2010-05-08T18:51:00.000-07:00</published><updated>2010-05-08T18:53:23.020-07:00</updated><title type='text'>meus tudo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_F__m1cTM13Q/S-YVi4WsuMI/AAAAAAAAAEA/XlbYikAWwNM/s1600/6-7meses+077pb.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_F__m1cTM13Q/S-YVi4WsuMI/AAAAAAAAAEA/XlbYikAWwNM/s320/6-7meses+077pb.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5469082486475372738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-8777572732843616299?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/8777572732843616299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=8777572732843616299' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/8777572732843616299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/8777572732843616299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2010/05/meus-tudo.html' title='meus tudo'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_F__m1cTM13Q/S-YVi4WsuMI/AAAAAAAAAEA/XlbYikAWwNM/s72-c/6-7meses+077pb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-6463687507490347536</id><published>2010-05-04T12:30:00.000-07:00</published><updated>2010-05-04T12:31:46.689-07:00</updated><title type='text'>tormento</title><content type='html'>Escrever para mim, às vezes, é um tormento. Por isso tenho um blog. Para fazer as pazes...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-6463687507490347536?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/6463687507490347536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=6463687507490347536' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/6463687507490347536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/6463687507490347536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2010/05/tormento.html' title='tormento'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-5598374752897987850</id><published>2010-04-25T12:05:00.000-07:00</published><updated>2010-04-25T12:10:25.746-07:00</updated><title type='text'>nota avulsa</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Não acredito que o que eu escrevo seja belo e sei que isso pode parecer “falsa modéstia” já que me arvoro a escrever em um blog. Faço isso porque me dá algum prazer, inclusive quando não me dá eu paro por um tempo bem longo, como vocês já puderam notar. Também não me interessa explicar isso muito. Só comecei dizendo o que penso sobre meu modo de escrever porque quero falar sobre coisas que eu leio e acho lindas de se ler. Não me emociona o que não tem verdade. Que fique claro que sou uma fã confessa da mentira. E o que me emociona pode ser uma grande mentira cheia de verdade. Talvez me falte a palavra ideal para dizer a vocês o que chamo de “verdade”. Talvez seja aquilo de menos lapidado pelo superego que esteja refletido em um texto, ou em qualquer obra, qualquer expressão de beleza. Talvez eu queira dar um nome ao que já foi chamado de “belo” ou de “ sublime” ou de “ paixão”, sei lá... Mas nenhuma dessas palavras me ajuda, de fato, a expressar como eu percebo esse momento de flerte entre um objeto cheio de subjetividade, que é uma criação artística, e um sujeito desejante do objeto, ou seja, nós que fruímos a obra. Sobra dizer que o meu prazer, a minha emoção, o meu lúdico se envolve com algo que me parece sair das entranhas de um ser, mesmo que na obra este mesmo ser já me pareça morto, o que também, provavelmente, confere sua cota de beleza à mesma. O que movimenta em mim tudo aquilo que seja orgânico, psíquico, partículas, ou sutilezas de toda ordem, vem do que saiu de dentro, mesmo que o que venha de dentro não tenha absolutamente verdade alguma, por exemplo. Qualquer coisa menos ou mais que isso desanima meus sentidos para o mais prazeroso dos exercícios que eu me proponho a fazer: desenvolver minha sensibilidade. Não sei se isso é coisa somente que me serve, ou tem, para outros, também algum valor. Fica uma observação: na minha mais sincera opinião, até o presente momento, a paixão, o belo e o sublime se dão justamente na conexão. Mas isso é assunto pra uma outra postagem.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-5598374752897987850?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/5598374752897987850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=5598374752897987850' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/5598374752897987850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/5598374752897987850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2010/04/nota-avulsa.html' title='nota avulsa'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-9023394098596162888</id><published>2010-03-23T19:28:00.000-07:00</published><updated>2010-03-23T19:49:54.540-07:00</updated><title type='text'>Ansiedade?</title><content type='html'>É quando eu quero que o dia passe logo, antecipar meses e meses e ver pronto o que eu devia ter feito neles. É não aguentar mais de vontade de ver um novo ciclo começando. É quando estou entediada com o momento. Quando eu olho a caixa de email cem mil vezes no dia. É aquela hora que eu não mato o tempo, eu procrastino inventando tarefas. É quando o presente não me basta, o futuro me amedronta e o passado me entristece. Quando eu penso em tirar fotos, muitas fotos. Quando eu mal consigo escrever, minhas pálpebras pesam em cima do livro. Minhas mãos se cansam de pedir e ainda assim eu quero aquilo que nem sei. Quando o medo me atormenta e a morte me espreita e eu nunca quero morrer! E o amor que eu amo me parece tão imenso que eu nem sei aproveitar, então me desespero na possibilidade da perda.  E eu me desespero, e eu espero e me canso de esperar... É quando a dor é silenciosa, mas agitada, sem a tranquilidade da dor que já se aceitou e por isso mesmo sem se expor. E nem se sabe dor. Um sangue que não circula, um vento que não canaliza, um desfecho que se fecha. Quem sabe o nome disso? Quem é que vai saber?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-9023394098596162888?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/9023394098596162888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=9023394098596162888' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/9023394098596162888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/9023394098596162888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2010/03/ansiedade.html' title='Ansiedade?'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-7821627519971104884</id><published>2010-03-19T07:49:00.000-07:00</published><updated>2010-03-19T08:10:27.952-07:00</updated><title type='text'>notas sobre o amor</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Os dois deitados em uma cama, pós-sexo – no fundo vemos a decoração com posters de filmes –“ Before Sunset”, “E o vento Levou...”,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;fotos diversas dela (inclusive com ele), uma gravura de Klimt – o beijo, vemos também a frase “all we need is Love”, entre outras parafernálias de quartos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ela: Sabe o que eu acho? (acende um cigarro)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ele: Han?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ela: Que o amor só existe quando é recíproco...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ele: (Olhar de “lá vem maluquice”)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ela: Sério. Pensa... quando você supõe amar alguém que não lhe corresponde, como saber se é amor de verdade e não uma obsessão? O que eu penso é: será que você continuaria mesmo amando esse ser se ele lhe correspondesse? Nunca essa resposta será obtida a não ser que este outro comece a lhe corresponder. Só que uma vez correspondido você automaticamente já não tem apenas a variável “eu amo você”, ta acompanhando?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ele: Não. (sem interesse e pega uma revista de notícias da semana ao lado da cama)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ela: Então, aí é que vem o grande lance da coisa toda, quer ver? (sem esperar resposta) No momento em que o amor do outro lhe é correspondido você deixa de amar apenas a pessoa do outro, mas passa a amar o pacote todo, o outro e o amor dele por você. Não é demais????&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ele: Não!!! (enfático, sem acreditar que ela não para de falar e nem está de fato ouvindo suas respostas)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ela: É uma questão de lógica! Se eu amo uma pessoa sem ser correspondida eu não posso afirmar que é amor. Se eu amo alguém que me ama eu não posso afirmar que amo apenas esse alguém. Então eu SÓ posso afirmar que o amor SÓ pode existir entre duas pessoas, sacou??? “In between”, pegou??? O amor é dialógico! Não é incrível??? (extasiada consigo mesma)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ele: Não (desistindo de continuar na cama e largando a revista...)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ela: Onde você vai?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ele: Banheiro... cagar!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ela: Ah... tá... (apaga o cigarro, se aconchega na cama e pega seu livro de cabeceira “A dor de amar de Nasio”)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;(No rádio-despertador de cabeceira está tocando Harvest Moon – Neil Young)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-7821627519971104884?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/7821627519971104884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=7821627519971104884' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/7821627519971104884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/7821627519971104884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2010/03/notas-sobre-o-amor.html' title='notas sobre o amor'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-7364895968745937330</id><published>2010-03-18T07:13:00.000-07:00</published><updated>2010-03-18T07:24:39.525-07:00</updated><title type='text'>inconsciente</title><content type='html'>Pessoas no mar&lt;div&gt;Era uma festa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não, era um passeio talvez&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pessoas em um grande grupo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;como no colégio&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(um pedaço falta)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Embaixo da água&lt;/div&gt;&lt;div&gt;no mar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Roupas e artefatos de mergulho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;diversão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;consertando carros no fundo do mar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;diversão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;emergimos já era dia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ninguém percebeu o tempo passar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nadamos de volta à praia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ondas grandes de jacaré&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mergulhamos para tentar alcançar o ritmo certo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pra não nos espatifarmos na arrebentação&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não alcanço&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não me machuco&lt;/div&gt;&lt;div&gt;na saída é preciso escalar pequenos bancos de areia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;eu opto por um arremedo de escada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;degraus em falso&lt;/div&gt;&lt;div&gt;chego ao topo e ajudo os outros com mais dificuldade para chegar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;meu irmão está embaixo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;eu penso:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- ele está ajudando também&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e eu só saio quando ele sair&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mar começa a subir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;as ondas chegam bem perto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;agora todos que eu ajudava estão em escombros de um ônibus&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nenhum indicio de que houve algum acidente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas o acesso às pessoas se torna difícil...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-7364895968745937330?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/7364895968745937330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=7364895968745937330' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/7364895968745937330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/7364895968745937330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2010/03/inconsciente.html' title='inconsciente'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-7766047983946182518</id><published>2010-03-17T19:29:00.001-07:00</published><updated>2010-03-17T19:31:41.988-07:00</updated><title type='text'>Diálogos # 2</title><content type='html'>Esse veio de Ana Todeschi, filha de Chris e Daniel Todeschi, com 1 ano e quase 2:&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chris: Ana, onde você vai?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ana: Sair&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chris: Com quem?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ana: Vou comigo, mamãe&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(me coube hoje como uma luva)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-7766047983946182518?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/7766047983946182518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=7766047983946182518' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/7766047983946182518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/7766047983946182518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2010/03/dialogos-2.html' title='Diálogos # 2'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-6361396780780710999</id><published>2010-03-13T17:59:00.000-08:00</published><updated>2010-03-13T18:01:56.819-08:00</updated><title type='text'>fio da meada</title><content type='html'>&lt;div&gt;Ando tão do lado de fora do mundo que nem sei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ando tão longe de mim que sinto saudades&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha rotina é meu hiato que me abraça tentando me amparar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Penso que vou voltar, acredito de verdade nisso pois quero mesmo acreditar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu caminho para fora começou prevendo minha volta heróica ao seio do lar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas nada é simples em uma jornada dessa natureza, meus senhores! nada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e a volta que parecia certa se perde nas brumas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;para baixá-las há que se usar de disciplina, há que se lembrar do encantamento&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acreditar em magia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou quem sabe nada disso&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E eu volte no mesmo rumo do acaso em que me perdi&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E assim, num leve tropeço, meus pés tocarão o meio-fio&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Caminhando meio bamba, tentando me equilibrar no presente-futuro-que-se-faz&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ganhando minha calçada, encontrando o fio da meada&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-6361396780780710999?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/6361396780780710999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=6361396780780710999' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/6361396780780710999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/6361396780780710999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2010/03/fio-da-meada.html' title='fio da meada'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-3798616701915102777</id><published>2010-03-11T09:40:00.001-08:00</published><updated>2010-03-11T09:55:46.397-08:00</updated><title type='text'>desejos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_F__m1cTM13Q/S5kunIdtITI/AAAAAAAAAD4/0pX78akjMnA/s1600-h/tom+014.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_F__m1cTM13Q/S5kunIdtITI/AAAAAAAAAD4/0pX78akjMnA/s320/tom+014.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447436474103177522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;quero fotografar e não escrever&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-3798616701915102777?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/3798616701915102777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=3798616701915102777' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/3798616701915102777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/3798616701915102777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2010/03/desejos.html' title='desejos'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_F__m1cTM13Q/S5kunIdtITI/AAAAAAAAAD4/0pX78akjMnA/s72-c/tom+014.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-512687840284439863</id><published>2010-03-05T18:12:00.000-08:00</published><updated>2010-03-05T18:38:28.124-08:00</updated><title type='text'>Retomada</title><content type='html'>Nunca mais senti o ímpeto de escrever, sabe-se lá os motivos. Acho que perdi o hábito. Hábito é uma coisa né? Ando com péssimos hábitos na gravidez aliás (sim, estou grávida novamente). Hábito de sentir preguiça é o meu modus operandis agora. Vim aqui tentando quebrar isso, mas tá difícil! Nada me vem a cabeça, nada... Não tem nada que eu esteja fazendo de interessante para ninguém, nada que eu esteja vendo, nada que eu esteja sentindo, nada que esteja pensando. Minto. Talvez pudesse começar a escrever coisas que interessem a outras gestantes como eu, mas sou uma gestante que detesta conversas e figurinhas de gestação. Na primeira ainda existia um certo interesse no tema, justificado pelo desconhecido da coisa toda talvez. Existiam muitos sentimentos inaugurais também. Agora existem vários sentimentos, sim! Aliás, leitor meu, nunca me imagine sem sentimentos porque esses são realmente meus maiores companheiros de todas as horas. O problema é que nenhum deles servem para mais ninguém além de mim e desconfio que muitos eu deveria descartar pois não servem para nada, inclusive para mim. Ainda sobre a gestação é bom frisar, antes que seu julgamento desavisado me considere uma mãe desnaturada, que meu desânimo é em relação à gravidez, não (NUNCA) à minha bebezita, por quem eu já aguardo ansiosa. Bom, o que interessa é que estou aqui, no movimento para tentar retomar meu saudoso hábito de escrever. Vejamos no que vai dar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-512687840284439863?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/512687840284439863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=512687840284439863' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/512687840284439863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/512687840284439863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2010/03/retomada.html' title='Retomada'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-756717205740386388</id><published>2010-01-07T06:33:00.000-08:00</published><updated>2010-01-07T06:34:04.190-08:00</updated><title type='text'>aliás...</title><content type='html'>cinza. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(não o do céu de são paulo, mas o dos olhos do meu filho)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-756717205740386388?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/756717205740386388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=756717205740386388' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/756717205740386388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/756717205740386388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2010/01/alias.html' title='aliás...'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-4108075707203078926</id><published>2010-01-06T11:10:00.000-08:00</published><updated>2010-01-06T11:21:48.840-08:00</updated><title type='text'>2010.0</title><content type='html'>Na minha versão 2010.0 virei violeta, apesar da cor desse ano, para mim, ser o amarelo... sem perguntas, por favor. A nova configuração ainda não será revelada mas estamos, eu e minha alma, estudando os ajustes para o novo modelo. Como uma publicitária incorrigível, garanto que muitas novidades estão chegando por aí, aguardem! &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ando com saudades de escrever por aqui, mas momentos confusos requerem solidão redobrada, portanto não estou conseguindo me permitir muita socialização nem mesmo via web. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;inté mais ver&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-4108075707203078926?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/4108075707203078926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=4108075707203078926' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/4108075707203078926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/4108075707203078926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2010/01/na-minha-versao-2010.html' title='2010.0'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-1031366837687806473</id><published>2009-11-12T10:32:00.001-08:00</published><updated>2009-11-12T16:28:11.952-08:00</updated><title type='text'>Uma história real</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ontem estávamos tomando nossa cerveja de final do dia num boteco chamado Violeta, na Augusta. O Violeta não é um pé sujo, nem um famoso, não é dos que parecem vender frango que o gato lambeu, isso não, mas vende cerveja (nacionais) em garrafa das baratas até as mais caras e tem pratos fartos na relação com o preço e petiscos mais em conta também. Nada é maravilhoso no Violeta, nem nada é ruim. Lá pela segunda garrafa, entra no recinto uma garota. Morena, mulata, se eu me lembro bem, de corpo e traços bem desenhados, roupas que mais lembravam as profissionais do sexo que rodeiam a região, mas também nada tão estereotipado: um vestido curto e um bojo nos seios. Ela tinha os cabelos desengonçadamente presos, provavelmente vinte e poucos anos, uma tranqüilidade feliz no rosto. Bonita, bem bonita e alta. Ela pede um lugar em frente à nossa mesa. Ela encontra alguém nessa mesa. Com essa pessoa ela conversa animadamente. Risos de cumplicidade, pausas de ouvinte interessada, às vezes pausas de ouvinte distraída também. Ela pede o cardápio, escolhe sua comida, pede opinião a sua companhia. O prato chega e ela tem uma voracidade graciosa ao fazer sua refeição. Nenhum solavanco, nenhum tropeço, nada em seu desenrolar de gestos e interação com o ambiente era exagerado ou escasso. Ela fluía no espaço, no sotaque gaúcho discreto que pedia ao garçom algo que ele não tinha trazido, na conversa que entoava sem nenhuma dificuldade, ou afetação. Ela poderia ser uma de nós que na mesa em frente tomávamos nossa cerveja, comíamos nosso petisco e conversávamos sobre nossas vidas, nossos amores, nossas dores, nossas cervejas, nossas insanidades até... Ela poderia estar conosco na nossa mesa, com aquele mesmo semblante de amiga com o qual ela, na mesa em nossa frente, tinha uma conversa alegre e descomprometida com sua companhia que ela, e só ela, via. Enquanto nós conversávamos sobre nossos assuntos, tentando esquecer que éramos incapazes de ver o que ela via, sentir o que ela sentia, agir como ela agia, mesmo ela tendo a nossa mesma idade, o nosso mesmo tipo, no mesmo lugar que nós e podendo simplesmente estar ali, conversando conosco, em vez do seu amigo invisível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-1031366837687806473?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/1031366837687806473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=1031366837687806473' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/1031366837687806473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/1031366837687806473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2009/11/uma-historia-real.html' title='Uma história real'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-2420570255941030471</id><published>2009-11-08T13:24:00.001-08:00</published><updated>2009-11-08T18:45:57.185-08:00</updated><title type='text'>E se tudo for por acaso?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; Medo, morte, acaso, destino, escolhas, desejo. Essa é a nuvem de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;tags&lt;/i&gt; que anda se formando em cima da minha cabeça. Vocês podem pensar que são palavras desconectadas, mas para mim estão em uma interligação louca e frenética nos últimos pensamentos que têm me acompanhado. Não por acaso, obviamente, quando fui a uma grande livraria, perto da minha casa, em busca de um presente para a professora, ou melhor, cuidadora (sei lá como se chama hoje) do meu filho que fazia aniversário no dia seguinte, bati os olhos em um livretinho de um dos meus escritores favoritos e que é um explorador do tema “acaso”: Paul Auster. Este livretinho é uma seqüência de estórias/histórias “reais” (segundo o autor, mas dentro da própria obra, o que pode significar novamente ficção, vá entender!) diversas e distantes que se relacionam através de detalhes de coincidências, nós rizomáticos de uma teia de possibilidades, assim como o conteúdo que recheia as páginas de cada conto separadamente. Não, definitivamente, não foi por acaso que minha busca flutuante pelas prateleiras dos pocket books pinçou esse pedaço magro de folhinhas prensadas que atende ao nome de “O Caderno Vermelho” (The red notebook: true stories - no original). Foi pelo desejo. Humm... pelo desejo que se juntou com o acaso? E desejo junto com acaso é destino? Ou destino é independente do que se deseja? As escolhas já estão marcadas antes de as fazermos? Assim, não existiria acaso. Não existiria porque ter medo, pois a morte, que é um encontro certo, já teria hora e data marcada em nossa agenda da vida de forma irrevogável. Bom, acredito que matérias filosóficas possam dar conta de tais pensamentos, e não quero dividir com vocês minhas filosofias de botequim, pois tenho certeza que essas só meus amigos chegados, que me têm apreço a vera, agüentariam, ainda assim regado a boas doses alcoólicas. Quero fazer aqui meu próprio conto do caderno vermelho, com ou sem a licença do senhor Auster. Talvez escrevendo isso eu consiga organizar melhor minhas idéias tagueadas e a nuvem se dissipe em céu límpido, ou ao menos se precipite em chuva suave, nem fina, nem grossa, das que caiam quando eu voltava de ônibus da faculdade para casa, em dias de boa temperatura. Lá vai:&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Em 1993, no final deste ano, estudando, ou melhor, freqüentando um curso para o vestibular de medicina e comunicação, conheci a turma que seria minha por mais um longo tempo e da qual fazia parte meu futuro primeiro e ex-namorado. I. tinha entrado para faculdade de Engenharia, UFBA. Era um informal gênio da física e tinha uma certa habilidade matemática também (o suficiente para ajudá-lo a ser o tal gênio em física). Não me interessei em nada por ele, quando o conheci. Nada nele se parecia com o que costumava me atrair em um garoto (tínhamos 19 anos na época). Mas ele se apaixonou por mim e, apesar dele não exercer nenhum efeito amoroso em mim, os sentimentos que ele deixou eu pensar existir nele foram arrebatadoramente apaixonantes, no meu caso. Isso não tem nenhuma importância na história, a não ser pelo fato que eu preciso deixar claro que a escolha de namorá-lo era a mais remota possível. Assim o fiz. Namoramos durante cinco anos e somente assim conheci aquele que foi meu futuro marido. A., meu futuro ex marido, era amigo distanciado de I. da época do colégio (ensino médio). A. pertenceu a turma de I. em um momento na época da escola, mas logo conheceu o rock, entrou em uma banda e deixou esta turma, da qual I. fazia parte, de lado. Mesmo assim, nos encontramos certo dia, por acaso (?), em um bar, eu namorando I. e A. com uma namorada (coincidentemente (?) o seu primeiro namoro mais sério também). &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Achei um casal simpático. Diferente dos amigos que I. costumava andar e que, normalmente, me deixavam, a cada tempo que passava, mais e mais entediada. Achei A. muito atraente e interessante, mas isso não foi nada que me tirasse o sono, por exemplo. Só uma constatação. Eu ainda acreditava amar meu então namorado I. e nesse tempo, amar para mim significava “só ter olhos para”. Depois de terminar o namoro com I. e me entregar a uma paixão bandida e impulsiva por uma outra pessoa (outro I. inclusive) que obviamente não durou mais do que seis meses de um caso “torto”, passei quase um ano completamente solteira. Estava realmente muito à vontade em minha nova situação quando uma festa que não deu certo me levou a outra que eu quase não ia. Por razões altamente adversas, A. estava nessa festa, no rock’n rio, chamada “Noite das Arábias” (para quem o conhece, sua presença em tal lugar parece ainda mais surreal). Lá estava também um caso fixo meu do momento. G., o tal caso, queria namorar e eu não. Nessa festa, G. resolveu desencanar de mim e arranjou outra garota para ficar. Eu, com um certo ciúme (posse, na verdade) de G., não nego, dei meu jeito de ficar com A. (que eu já tinha achado interessante, como vocês viram, há tempos atrás). Quando viu o ocorrido, G. me ligava insistindo em ir me esperar na porta de casa. Fato totalmente irrelevante também, a não ser para vocês perceberem que eu poderia ter, nesse momento, resolvido namorar com G. então. Mas fui ficando com A. e a coisa foi ganhando outra dimensão. Namoramos um ano, casamos, papel, igreja e ficamos mais quatro anos juntos. No final do nosso casamento, A. veio a São Paulo, conheceu e ficou amigo do meu atual namorado e pai do meu filho. Ainda casada com A., ele me contou que tinha conhecido Martin, que tinham conversado muito e que ele (Martin) havia se separado recentemente da então mulher (também o primeiro relacionamento sério, de morar junto - casar né?- de Martin). Passou uns meses eu e A. nos separamos. Passaram-se mais seis, sete meses e eu conheci Martin porque resolvi numa noite sair com a A. e sua atual (na época) namorada para nos conhecermos melhor. Nessa noite A. estava dando uma de cupido para Martin e a então cunhada dele. Eu andava tendo um caso com um amigo que mora no Rio. Martin poderia ter ficado com a irmã da namorada de A., mas não ficou. Eu poderia não tê-lo conhecido se, por motivos óbvios, não quisesse sair com meu ex-marido e sua atual namorada para estreitarmos laços. Neste dia pensei que Martin era alguém com quem eu gostaria de ficar. Passaram-se mais alguns meses e outro ponto no destino, outra obra do acaso, ou mais uma coincidência feliz, nos encontramos em um show da Lisergia, na Zauber. Ele estava em Salvador para tocar no festival de verão. Ali engatamos nossa primeira conversa pré-namoro, puxada pela notícia de que A. estava esperando um neném, junto com a namorada. Assim como Auster eu poderia escrever “Que coincidência (...) Minha vida tem sido repleta de acontecimentos curiosos como esse (...) O que há com o mundo que não para de me envolver em todo esse absurdo?”. O caderno vermelho tem histórias ligadas com muito mais detalhes que as minhas, mas tenho certeza que se eu procurar encontro mais um monte de detalhes nas minhas também. O que sobra é a noção de que onde eu estou hoje só foi possível com exatamente tudo que eu vivi antes e assim, provavelmente, será para toda minha vida; o que espanta é que tudo poderia ser diferente com uma simples e, na maioria das vezes, pequena mudança de planos; o que é mais curioso é a sequência de coincidências que une cada um desses caminhos escolhidos. &lt;/span&gt;“Do you believe that there’s some one up above? And that He has a timetable directing acts of love?” – (PULP, Something Change). &lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Tem um novo livro de Maffesoli que eu ainda não comecei, mas o título é “O ritmo da vida”. Não sei porque intuo que nele tenha algo que caiba bem neste assunto. Paul Auster encontra, em seu caderno vermelho, uma espécie de resposta quando sua filha entoa uma canção, no conto de conclusão do livro: “it don’t mean a thing if it ain’t got that swing”. Para mim, a idéia parece atraente, que acham?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-2420570255941030471?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/2420570255941030471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=2420570255941030471' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/2420570255941030471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/2420570255941030471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2009/11/e-se-tudo-for-por-acaso.html' title='E se tudo for por acaso?'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-7737531889221869609</id><published>2009-10-10T11:12:00.000-07:00</published><updated>2009-10-10T21:04:08.612-07:00</updated><title type='text'>Deixa Eli entrar</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ah, lá vou eu me lançar no mundo desconhecido, mas tão atraente (para mim) que é me arvorar a escrever e (pior!) publicar minhas impressões sobre filmes. Aliás, esse ar de receosa é pura falsidade minha (háhá). Não me importo nenhum um pouco em publicar o que eu senti e admirei em uma obra, seja ela qual for. Não tenho nenhuma pretensão de especialista e, portanto, não me sinto com nenhuma responsabilidade neste sentido. Lá vou eu então falar sobre “Deixa Ela Entrar”. Sem dúvida, uma das melhores produções que eu assisti esse ano no cinema. Digo de antemão que odeio filmes de terror e suspense e não vou me alongar explicando meus motivos. Mas vale dizer isso para corroborar mais de centenas de pessoas que falaram que o filme é mais que um filme de terror, algo que na verdade acho que nem precisa mais ser dito. Aliás, muitas coisas não precisam mais ser ditas talvez. O fato de se tratar de uma história de solidão, por exemplo, é a primeira coisa que qualquer expectador vai conseguir perceber e nenhum crítico ou jornalista deveria mencionar esse aspecto mais, pois, posso estar sendo radical, mas a certa altura me pareceu até uma subestimação do público. Também não vou falar de outras questões menos óbvias, mas interessantes, como a fragilidade humana, a solidão intransponível e inerente de cada um, a morbidez da existência, enfim... Como toda boa obra, Deixa Ela Entrar tem um milhão de ganchos, de “botões” para apertar e nos levar para mundos diversos do pensamento e da imaginação. O que me deu um estalo na alma e é o que me trouxe até aqui para escrever foi um aspecto singular nesse mar de sensações, adivinhações, interpretações, especulações, etc. Sem querer ser dicotômica (minha cabeça ocidental pensa assim mesmo ainda, vá lá), mas sendo, de certa forma, pensei na malícia e inocência que habitam a alma humana. Não me considerei tão dicotômica assim, pois não vejo essas forças como exatamente opostas do tipo morte e vida, mau e bom.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;São força que se relacionam e, sim, a uma primeira vista parece mesmo se tratar de uma substituição, uma dando lugar a outra. Mas o que quero dividir com vocês foi justamente uma das mais belas metáforas que eu já vi sobre o tema, encarnado na personagem de Eli, a vampirinha (sobre resumo do filme, ver &lt;/span&gt;&lt;a href="http://guia.folha.com.br/cinema/ult10044u632354.shtml"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;http://guia.folha.com.br/cinema/ult10044u632354.shtml&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;). Olhem que bela forma de se colocar a questão pensando apenas no personagem: uma vampira criança, de 12 anos. Em determinada passagem do filme, na qual Oskar (o garoto protagonista) descobre a identidade da amiga e vai até a casa dela, demonstrando uma revolta típica de um adolescente “enganado/traído”, cheio de perguntas, uma se destacou aos meus sentidos. Ele: - Quantos anos você tem de verdade? E ela me vem com a resposta mais brilhante para concluir a mais linda poesia de uma bem construída metáfora: “- Tenho 12. Mas tenho 12 há muito tempo”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Não tirem conclusões ainda. Só dêem uma pausa aos seus pensamentos para deixar essa frase penetrar, ou melhor, entrar e sair livremente dos seus sentidos. Em que ouvir isso mexeu com você? Com o que você considera de seu e não da personagem? Pois bem, em mim fez surgir um turbilhão de idéias e sentimentos que poderiam dar um livro inteiro, mas vou me limitar a tratar do que já me referi no início: inocência e malícia. Uma interpretação possível, e válida, vai pensar que a experiência de Eli de tantos anos com seus 12 anos a tornaram maliciosa o suficiente para ter planejado maquiavelicamente todo o enredo do filme. Todo o jogo do amor e da aproximação entre ela e Oskar nada mais era que um truque bem arquitetado da sedução que a garota aprendeu a exercitar ao longo dos anos. Outra interpretação não menos sugestiva é a que entende que, mesmo com tantos anos, a vampira está aprisionada em seus poucos 12 anos, assim como sua maturidade e o egoísmo próprio desta fase em que estamos buscando nossa identidade e auto-afirmação. Então o enlace amoroso, fruto de um encontro de almas solitárias, como pode ser também enxergado, estaria mais perto do espírito da inocência desses indivíduos no caminho da vida. Acontece que um dos mais interessantes lampejos de beleza da história, reside no fato que de dual Eli não tem nada. Ela tem 12 anos sim e tem experiência sim. Eli é a malícia brincando de inocente e (não ou) a inocência flertando com a malícia. Ela não excluí nada e não separa nada. Eli pode ser vista como uma heroína mística talvez, pensando na teoria antropológica do imaginário (para quem quiser aprofundar isso ler Gilbert Durand), pois ela é a mistura mais misturada que eu já vi em um personagem, já que além de vampira (personagem noturno, sem o dualismo vilão/herói evidente), ela ainda é uma criança: como todos nós, uma criança crescida, talhada pela experiência, mas com tanto ainda a ser visto, tocado, ouvido, cheirado, pensado, refletido, enfim... A personagem de Eli rompe os laços que separam a malícia da inocência e não substitui uma pela outra, como nosso pensamento dualista se sente mais confortável de conceber. Suas ações podem ser interpretadas pelos dois viés, é lógico, mas me parece de uma riqueza muito mais humana enxergá-las como essa mistura que torna um traço intrinsecamente ligado ao outro, sem a possibilidade de apreendê-los em estado isolado, como se a interligação e interdependência deles fosse o que existe de fato na natureza das coisas, na humana, na não-humana, simplesmente assim.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-7737531889221869609?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/7737531889221869609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=7737531889221869609' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/7737531889221869609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/7737531889221869609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2009/10/deixa-eli-entrar.html' title='Deixa Eli entrar'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-6374760446621991573</id><published>2009-09-17T10:48:00.000-07:00</published><updated>2009-09-17T18:54:30.088-07:00</updated><title type='text'>para a chuva parar de molhar o meu amor</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Tenho um pensamento cá comigo e quero saber quem compartilha dele. Penso que quem entra na chuva dos fotolog, blogs, facebooks, twiiters e companhia e fica numa tentativa inglória de não se molhar está num processo equivocado, quase esquizofrênico. O mundo do espetáculo das redes sociais cibernéticas significa exposição por sua própria natureza. Todas as fotos, os tweets, scraps, etc estão lá para serem mostrados. Mostra seu rosto, seu trabalho, seus gostos, seja lá o que for, mostra sempre. Alguém pode dizer “eu não gosto de aparecer” pensando ingenuamente que ao por fotos de seu trabalho ou de coisas que achou legal, no lugar de seu belo rostinho, está se escondendo, ou algo parecido. Nada me parece escondido e nem nada me parece tão transparente assim. Quem põe foto de si, escolhe a que está mais legal, mais bonita, mais engraçada. Quem põe foto do que gosta, sempre põe o que considera a fina flor do seu próprio gosto. Ou seja, mostramos o que queremos que seja visto. Assim nos mostramos também, é lógico, e não nos mostramos nunca. Um dia meu namorado disse que eu “pagava de gatinha” no meu fotolog. Dei uma risada sincera e disse “mas é exatamente isso”. Na verdade, não sei dizer quando nessa vida não estamos “pagando de alguma coisa”. Os jammers, assim como os situacionistas, acreditam que essa falta de “atos espontâneos” esteja diretamente relacionada com o que passamos a conhecer por “sociedade do espetáculo”. Na minha ainda superficial opinião, não é exatamente o que me parece acontecer. O que eu observo é que nós, seres humanos, sempre usamos alguma espécie de máscara na maior parte do nosso convívio social, aliás, do nosso convívio com o outro (acredito que essa história de máscara deva estar em algumas teorias psicológicas e eu esteja sendo completamente rasa falando disso, mas tentem entender que se trata apenas de um pensamento dividido, sem grandes pesquisas ou fundamentações). E mais: não vejo nenhum mal nisso. Nem nós sabemos exatamente o que desejamos o tempo todo. Nada mais normal que em nossas mediações com o outro utilizemos de artefatos psíquicos e sociais que nos permitam estabelecer o contato. Claro que existe a hipocrisia e a opressão do indivíduo, mas acredito que quando falamos em “atos espontâneos” devemos sempre ter uma postura crítica do que estamos realmente falando. E essa necessidade de manter a cabeça em constante interrogação não deve ser para nos deixar paralisados na eterna pergunta, mas para nos deixar atentos aos nossos próprios boicotes na busca de um estado de perfeição e do júbilo final. Muitas vezes é justamente esse ideal de felicidade que estanca nossos pés no meio do caminho. O sonho de uma vida melhor, em minha opinião, não deve se confundir com o ideal de uma “sociedade verdadeira”. Uma sociedade, por exemplo, mais justa (não absolutamente justa, pois não creio nisso) me parece muito mais fácil e palpável de se obter que uma sociedade mais verdadeira. Todos nós estamos inseridos nesse contexto do “Big Brother”. Mesmo quem opta por não se expor em qualquer mídia, faz esta opção para fugir da eterna sensação de estar sendo expiado. Dessa forma, admite automaticamente que a sua vida é digna do interesse alheio, como se fosse um filme, ou uma novela aos quais todos os outros indivíduos/expectadores gostariam de acompanhar. Você não desconfia que isso seja justamente o espetáculo internalizado em nossas vidas? Eu sim. Claro que também é outra postura de igual ingenuidade crer que a vida espetacularizada pelos meios de comunicação, como a conhecemos, não exerça nenhuma influência ou efeito sobre nossa sociedade. Inclusive nem acho válido tocar nesse assunto pois acredito que ele já tenha se constituído numa espécie de senso comum. Mas saindo das questões sociais, que não foi o motivo pelo qual resolvi escrever este texto, a questão do indivíduo me parece ter uma linha de raciocínio não muito divergente. A busca por uma “vida espontânea”, na íntegra, não combina com a inserção em qualquer tipo de rede social. E na Internet, cada um usa sua rede social para o tipo de exposição que quiser. Só não acho que vale criticar o uso do outro, afinal, assim como em todas as nossas relações, virtuais ou reais, todo mundo se expõe de alguma forma e nessa chuva, nenhuma forma de proteção pode salvar ninguém.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-6374760446621991573?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/6374760446621991573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=6374760446621991573' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/6374760446621991573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/6374760446621991573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2009/09/para-chuva-parar-de-molhar-o-meu-amor.html' title='para a chuva parar de molhar o meu amor'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-8221632582718763715</id><published>2009-09-07T18:58:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T20:14:14.941-07:00</updated><title type='text'>nós nos reinventamos...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;… e quanto mais eu leio, mais assombração me aparece. &lt;/span&gt;Estou no meio do Culture Jam – How to reverse &lt;st1:country-region&gt;&lt;st1:place&gt;America&lt;/st1:place&gt;&lt;/st1:country-region&gt;’s suicidal consumer binge – and why we must, Kalle Lasn. &lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Estou completamente aborrecida e quando dei uma pausa só tinha vontade de ir no shopping comprar uma roupa nova. Estou, até agora, convencida de que a minha escolha em seguir o caminho da estética para falar da Culture Jamming não podia ser mais acertada. A veia situacionista de Lasn é uma chatice sem tamanho. Não existe na leitura dele sobre Debord nenhum senso crítico. Ah, faça-me o favor! A coisa é tão endeusada que ele, no mesmo parágrafo, cita os nomes de Guy Debord, Buda e Johnny Rotten como os profetas do apocalipse da pós-modernidade escrava do espetáculo. Acredito que nessa segunda metade do livro ele deve descrever a Culture Jamming como a ferramenta capaz de quebrar as correntes e libertar a humanidade do simulacro da “Matrix”. Novamente aqui estou eu pensando: “que porra eu faço agora com isso?”. Realmente não tenho a menor vocação para entender o que faz algumas pessoas acreditarem na salvação. Formação cristã? Algum anseio legítimo da alma? O que? Lasn acredita que somente atos espontâneos trarão a salvação. E você acredita na salvação? E em atos espontâneos? Para começar ele deveria inclusive ter definido melhor atos espontâneos. Será que a coisa é tão ingênua a ponto dele crer que atos espontâneos são só aqueles não produzidos pela mídia? Outro ponto é que percebo nessa coisa de salvação um velho pensamento diádico (só pra usar um conceito que aprendi recentemente nas aulas de semiótica hehe): “ou nos salvamos, ou queimaremos no fogo do inferno”. Já que estamos falando de salvadores da pátria, graças ao meu novo programa de mestrado, poderei tentar pensar em Culture Jamming como uma ato revolucionário por outro viés: o da estética. Espero eu que este caminho seja mais florido e feliz em minha jornada acadêmica. Sem querer levantar nenhuma bandeira, mas não consigo acreditar em revoluções que trabalham na esperança de que algum dia “o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;détournement &lt;/i&gt;do signo certo, no lugar certo, na hora certa, pode provocar uma reversão massiva de perspectivas” – Greil Marcus (situacionista). Até porque, em minha opinião, admitir que qualquer comportamento em massa seja possível é automaticamente descartar o tal “ato espontâneo”, ou seja, um contra-senso da própria filosofia do processo. Tem um pedaço do texto “O mal-estar da civilização” que Freud conclui: “Assim, não tenho coragem de me erguer diante de meus semelhantes como um profeta; curvo-me à sua censura de que não lhes posso oferecer consolo algum, pois, no fundo, é isso que todos estão exigindo, e os mais arrebatados revolucionários não menos apaixonadamente do que os mais virtuosos crentes”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Não sou uma pessimista. Não entro no time dos que não valorizam ações pequenas frente aos grandes problemas. Ao contrário. Acho é que inflacionar essas ações pode promover justamente o seu revés. A Culture Jamming tem muito a oferecer com sua arte, sua desordem, sua estética, suas intervenções para mudanças no cotidiano que, talvez, algum dia, juntamente com outros processos culturais, sociais e econômicos culminem em mudanças mais profundas. E ainda, se assim for, será apenas mais uma mudança de paradigma que antecede à sua próxima. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-8221632582718763715?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/8221632582718763715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=8221632582718763715' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/8221632582718763715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/8221632582718763715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2009/09/nos-nos-reinventamos.html' title='nós nos reinventamos...'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-5225220595556418116</id><published>2009-07-22T08:39:00.001-07:00</published><updated>2009-07-22T08:59:44.378-07:00</updated><title type='text'>e o amor, quem prescreve?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Assim como dizem que médicos que lidam com sangue e cirurgia têm um “quê” de açougueiros, penso que o lado sombra dos analistas (pelo menos os lacanianos) goste de exercer a arte da crueldade. Você chega em busca de ajuda, sai da análise se sentindo pior do que entrou e se vê de repente pensando que se desistir disso tudo é resistência e você precisa vencer isso. O analista está lá, te ouvindo, cara a cara com sua angústia e simplesmente cutuca ainda mais a sua ferida. E ele está fazendo isso “para te ajudar”...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ontem liguei para uma analista que tive referência aqui para pedir uma indicação (uma opção bem mais barata que ela, é claro). Contei a história que me fez sair da indicação anterior dela e pedi que me indicasse alguém menos ortodoxo. Ela me respondeu que ela era muito correta para fazer isso. Que em Lacan não havia acolhimento, que a transferência deveria ser feita pelo ódio mesmo, já que o amor era perigoso e podia criar dependência...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Penso eu: isso é grave! Que lugar é esse que até os analistas estariam reservando ao amor? É disso que se trata? Um sentimento que, ao contrário de construtivo, é perigoso e causa dependência? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Eu que sempre fui muito incrédula, muito cheia de dúvidas, pessoa de pouca fé, digamos assim, só tinha uma estrela guia que me servia. Eu acreditava (ou ainda acredito?) no amor... Com o passar do tempo, as experiências, os relacionamentos, quase desacreditei, mas na verdade só fiz uma reformulação na minha forma de enxergar o amor. Antes eu via o amor de uma forma mais romântica (no sentido mais cafona de romance), de uma forma mais ingênua, mais mágica. Era interessante, mas não me serviu no mundo. Me fez sofrer e quase abdicar da minha crença nesse tal amor. Mas antes, entendi que o que eu via, o que restou depois do desencanto, ainda era amor. Era mais maduro, mais crítico, menos carente do outro, mas ainda assim amor. Era amor mesmo quando doía ou fazia doer. Era amor como quando eu brigo com meu filhote de dois anos e, na hora, é raiva mesmo, mas é puro amor. Não sei se me farei compreender, mas é raiva instrumental se alguém for capaz de entender. Acredito na raiva instrumental, no desprezo instrumental e no sadismo instrumental. E acredito que se não houver rancor, orgulho e nenhum distúrbio emocional, o que resta desses bichos instrumentais, é só amor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Agora, me pego com essa afirmação da tal analista e sem saber direito o que pensar dela. Vou repeti-la no texto para vocês, para o conjunto do que está escrito e, principalmente, para mim: “A transferência em Lacan deve ser feita pelo ódio. O amor é perigoso e pode causar dependência”. Nesse meio, ela me disse também que não concorda com a sedução em entrevistas de analise. Até entendo o que ela quis dizer e os motivos. Também já me questionei muito sobre sedução, principalmente quando trabalhava com publicidade. Achava a sedução manipuladora e, portanto, “a malvadona da parada”. Com minha reformulação da visão de amor comecei a me achar muito purista. Como se o amor se tratasse de uma verdade maior que não pode ser maculada por nenhum sentimento inferior, principalmente qualquer manifestação da mentira. Isso me parece hoje ingenuidade. Hoje eu acho que no amor tem tudo, inclusive a mentira. A sedução me parece mais uma linha de costura que desenha o corte, junta retalhos, cose todo o tecido, mesmo quando está escondida. Acho que a frase “tapa de amor não dói” vem justamente da nossa tendência a manter o amor em uma espécie de altar. Qualquer tapa dói, mesmo de amor. Isso não significa também que onde haja dor não possa haver amor. O amor pode ser sagrado e mundano ao mesmo tempo e ainda assim vai continuar sendo o mesmo amor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Mas voltando a analista, então com o ódio não há sedução. Fica a pergunta: por que a pessoa volta então? Masoquismo? Seja qual for o laço que fisgou esse paciente, não foi ainda assim sedução? Será que ela está certa? E quanto a minha crença no amor, é pura fixação minha? Tem alguma coisa que eu não to vendo nisso? Por que raios eu acredito até em análise com amor se o diabo da analista que estudou Lacan anos diz para mim que a transferência é pelo ódio? O amor não funciona? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Vou estar aberta para esse pensamento de agora em diante. No entanto, hoje, o que eu ainda acho é que transformar o amor em tarja preta não é a solução também. Ainda sou muito cristã e não sei, ou fui eu que pichei nos muros de São Paulo “O amor é importante, porra!” e não sei também. Mas espero que Jesus esteja certo e o carinha dos muros também. Essa frase foi pichada em vários locais, mas eu vi a primeira vez no muro do cemitério da Consolação. Acho que nenhum outro lugar seria mais significativo. É ali, afinal que tudo se junta no fim das contas, o mundano, o sagrado, a mentira, a verdade, o sublime, o instinto, a beleza e o que apodrece. E o quando junta tudo, mistura tudinho na terra, me digam o que fica?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-5225220595556418116?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/5225220595556418116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=5225220595556418116' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/5225220595556418116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/5225220595556418116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2009/07/e-o-amor-quem-prescreve.html' title='e o amor, quem prescreve?'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-3659356903320317306</id><published>2009-06-20T06:07:00.000-07:00</published><updated>2009-06-20T06:30:27.933-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='juanalândia'/><title type='text'>juanalândia</title><content type='html'>Na Juanalândia o tempo se comporta de uma forma bastante peculiar. Os segundos viram minutos. Minutos viram horas. Horas são dias e os dias são eternos... É um lugar mágico sim, meus senhores. Tem bonecas desenhadas em guardanapos,  cadernos rabiscados com histórias inventadas na cabeça, chaves esquecidas em balcões, carros deixados nos estacionamentos, muitos livros que nunca foram lidos, músicas melancólicas, nostalgias crônicas, eterna insatisfação, momentos de tédio absoluto, horas de fantasias improdutivas, cenas de filmes de memória, profundas alegrias, tristezas sem fim... &lt;div&gt;A Juanalânida é onde eu me sinto em casa, mas também um lugar que tento abandonar... ou pelo menos deixar ao lado, em uma realidade paralela.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-3659356903320317306?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/3659356903320317306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=3659356903320317306' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/3659356903320317306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/3659356903320317306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2009/06/juanalandia.html' title='juanalândia'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-7422505873875223514</id><published>2009-06-09T19:09:00.000-07:00</published><updated>2010-03-18T20:28:34.407-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='histórias'/><title type='text'>Encanador</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Esse eu escrevi para uma amiga, há um tempo atrás... é meio novela das 7, mas publico agora justamente porque fiz pensando em animá-la :)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;-------------------&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela em seu apartamento quarto-sala-minúsculo que só cabe um computador-carroça (e só suporta o windows 98), duas camas de solteiro juntas (formando uma super king de casal), um TV &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;st1:metricconverter productid="29 polegadas"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="  mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;29 polegadas&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style=" mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; à prestação, algumas fotos presas na parede com durex ou cola branca mesmo, um baú de roupas, uma arara e sapatos na dispensa da cozinha, está procurando a carteira e outras bugingangas para por na bolsa, enquanto liga pra algum lugar que não atende pelo celular. Ah, a cozinha tem geladeira, na qual ela tem uma garrafa de água para visitas e a dela, para beber no gargalo mesmo. Ela pega um congelado e leva pro microondas que, esqueci de dizer, tem também (só não tem o fogão). Ela se queima quando vai tirar o congelado e deixa cair a comida no chão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language: PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - Puta que pariu!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language: PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - E esse telefone que não atende.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Indicaram a ela um encanador pra consertar aquela torneira do banheiro que não fecha mais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - Aluiu? Que diabos é isso?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela ligou pra vários, mas achou tudo muito caro. Tinha um no classificado que não era exatamente um encanador, mas o anúncio dizia: - Disque para Dido “Faz-tudo”. Mulher solteira precisando de ajuda para tarefas masculinas de pequenos reparos em casa, ligar para 8567-8797. Serviço 24 horas. Era exatamente disso que ela precisava... Tá, admitia, tinha uma aura de prepotência machista naquele anúncio, mas fazer o que se ele se encaixou perfeitamente com o que ela pensava: “nessas horas um homem em casa faz falta”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Dido Faz-tudo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language: PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; (atendendo ao telefone): - Sim?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - An... é que, você é o cara que anunciou que faz pequenos consertos em uma casa?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Dido&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;: - Eu? Ah, sim, claro!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - Faz ou não faz, meu amigo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Dido:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - Sim, senhora. Desculpa a desconcentração mas trabalho também com outros projetos... enfim, deixa pra lá... me passa o endereço da senhora por favor?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - Quanto você costuma cobrar a hora de serviço?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Dido:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - Olha, não cobro por hora não. Cobro apenas 20 reais por qualquer trabalho feito. Isso porque também eu não garanto que consiga resolver o problema da senhora. Sabe como é? Eu sou artista, esse trabalho é só um bico pra ajudar a pagar as contas... a senhora sabe, quadros não vendem tanto assim...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - Tá, tá... na situação atual eu não tenho muitas opções mesmo. Seu preço tá legal, mas sem resultados, sem pagamento não é isso?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Dido:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - Sim, claro. Fechado então.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela passa o endereço e Dido marca para às 19:00 horas, quando ela chega do trabalho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela passa um dia infernal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - Meu chefe quer comer meu cú!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Amiga&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; (rindo): - Nisso eu acredito mesmo!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - Engraçadinha... ele é gay. Só serve bunda de homem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;As duas riem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Amiga:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - Aliás, você anda mesmo precisando arranjar alguém, hein? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - Nada! To muito bem sozinha. Namorados me deixam maluca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Amiga&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;: - Hum, sei não, acho que não tem como te deixar pior do que você já é. E depois, eu não falei em namorado... Ah, vai! Um casinho não faz mal a ninguém...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - Isso é verdade&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Elas saem do trabalho e caminham em direção ao metrô. Cada uma toma seu próprio rumo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela chega em casa. Dido já está na portaria com uma caixa de ferramentas que mais parece uma caixa de pintor, toda suja de tinta das mais variadas cores. Eles sobem pelo elevador de serviço. De repente ela se sente incomodada de estar sozinha naquele elevador com ele. Parece que Dido era mais parecido com seu ex-namorado que com o encanador que ela imaginava chamar para consertar sua pia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - Então seu Dido...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Dido&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;: - Por favor, tira o “Seu”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; (indignada): - Tirar o meu o que????&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Dido&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;: - Calma, calma! Nossa, você não entendeu. Eu quis dizer que pode me chamar de Dido somente...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - Ah, claro, desculpa. É que meu dia foi terrível. Desculpa... (que louca eu!!! Que vergonha!!)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Dido:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - Tudo certo... (mas ele ri por dentro pensando que ela devia tá era muito carente, isso sim!)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ele vai chegando e mexendo na pia da cozinha. Ela estranha o procedimento já que o problema é na pia do banheiro. Ele parece brigar com as ferramentas, mas ela imagina que talvez o problema seja então maior do que ela pensava já que ele parece ter que mexer em tudo, até na pia da cozinha... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;: - Vem cá, a coisa tá tão feia assim? (mas até que esse Dido é bem bonitinho, hein?)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Dido&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;: - Não, só vou dar uma apertadinha aqui e tá tudo certo. (cliente gostosa essa)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;: - Como assim? Você vai apertar a pia da cozinha e vai consertar a do banheiro?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Dido:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - Banheiro??? Por que você não disse antes?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - Eu não acredito!!! Por que eu não chamei um encanador??? Você está tentando sabotar a minha casa, é isso? Você acha que isso aqui é uma instalação seu artista plasticozinho de quinta???&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Dido &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;(sendo muito irônico)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;: - Quanta descompostura minha senhora, tsc, tsc... qual será o motivo de tanta irritação? Você tem namorado?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - Ah, que abusado!!! Saia já da minha casa!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Dido:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - Olha, vamos parar com isso. Me desculpa, eu só respondi a altura das suas ofensas, mas desculpa mesmo. Eu vim aqui pra resolver seu problema, hã, quer dizer, o problema da sua pia... e eu posso fazer isso fácil, o que te pouparia mais irritações ainda. Só pensei que era a pia da cozinha... eu nunca te disse que era profissional. Mas vai dar tudo certo, acredite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - Tá... desculpa também. O banheiro fica na porta da esquerda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Dido consertava a pia e não conseguia deixar de perceber um pequeno varal com umas cinco calcinhas. Três delas eram de algodão, lisas, normais de quem não tem ninguém pra mostrá-las. Mas uma era incrivelmente sexy. Nada proposital, mas simplesmente era assim: naturalmente excitante. Era uma pretinha sem laços, nem flores, mas com uma tira mais fininha nas laterais e toda em tecido de tela. Aquela cliente gostosa vestida nela, aliás tirando ela, era uma visão no mínimo interessante, aliás interessantíssima. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela se encostava no sofá e tirava os sapatos. Olhava Dido de longe e pensava que precisava urgente sair de férias. Precisava conhecer pessoas. Pessoas diferentes, sei lá. As coisas andavam muito chatas em sua volta. Ela queria mudar de contexto, era isso. Achava que uma bolsa para estudar na Europa era uma opção excelente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Dido tinha um rosto bem típico de sua carreira: barba, óculos e um olhar de menino carente. Mas o corpo não condizia com nada daquilo. Dido tinha mãos grandes e dedos fortes, um antebraço com algumas tatuagens de ninfas. – Quem em sã consciência tatua ninfas no antebraço? Só pode ser problemático esse cidadão... mas eram bem bonitos os contornos dos seus braços, sem músculos desenvolvidos, apenas bem torneados, desenhando uma força de homem na medida certa para segurar um corpo de mulher. E pensamentos assim começavam a provocar um misto de excitação e incomodo nela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Dido&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;: - Acabei! Pode vir ver. Tá tudo certo agora e você nem vai precisar trocar peça nenhuma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - Nossa! Que maravilha!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Dido:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - 20 reais ou um chopp no bar aqui do lado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - O que?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Dido:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; - Brincadeira. Olha, guarda meu telefone pra sempre que precisar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Ela&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt; (pagando): - Ótimo. Obrigada e pode deixar que eu te recomendo também.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;Dido vai embora pensando que devia ter tentado comer ela de qualquer jeito. Ela o leva até a porta. Fecha imaginando ele a derrubando no sofá, colocando a mão por dentro do seu vestido e pegando em sua cintura... antes da melhor trepada da sua vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:27.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-7422505873875223514?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/7422505873875223514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=7422505873875223514' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/7422505873875223514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/7422505873875223514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2009/06/esse-eu-escrevi-para-uma-amiga-ha-um.html' title='Encanador'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-3951665484403747552</id><published>2009-05-10T03:56:00.001-07:00</published><updated>2009-05-10T04:01:23.544-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Mãe</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;div style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 3px; padding-right: 3px; padding-bottom: 3px; padding-left: 3px; width: auto; font: normal normal normal 100%/normal Georgia, serif; text-align: left; "&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Nada mais clichê do que dizer que quando eu era pequena queria ser igualzinha a minha mãe. Mas não dá pra fugir desse. Minha mãe era linda e adorada por todos. Tinha cabelos, olhos e a pele cor de mel. Super bronzeada e com cara de mais menina do que a idade que tinha sempre (até hoje). Eu tinha as características mais marcantes de meu pai: branca feito leite e cabelos pretos. Só os olhos eram claros como os dela e eu amava. Achava que com o sol minha pele poderia escurecer e meus cabelos clarearem. Nunca acontecia isso, é lógico. Eu só ficava vermelha e os cabelos, com muito esforço, se viam umas mechas mais acastanhadas. Quando fiquei adolescente era aquela coisa magrela. Usava óculos, tinha os dentes tortos e a pele continuava branca e os cabelos pretos. Mas minha mãe me contava de quando ela chegou do interior para morar e estudar em Salvador, muito magra e novinha, uns 13 anos, como um “patinho feio”. Ninguém olhava pra ela nesse tempo. Passaram-se uns anos, ou talvez só um ano mesmo, não me lembro mais direito, e ela foi passar as férias em Igaporã, interior dela. Nessas férias, ficou mais mulher, encorpou, os cabelos cresceram e ela ficou bronzeada de jogar bola e andar de bicicleta nas ruas. Quando voltou o belo cisne para as aulas no colégio Central, todo mundo passou a querer saber quem era a novata, que, na verdade, não era tão novata assim. E foi desse jeito que Mariluce, ou Lucinha (como todo mundo chama ela em Igaporã) se tornou uma garota popular na cidade soteropolitana, em um dos colégios também mais populares da época. Não preciso nem dizer que aos 13 anos, o patinho bizarro aqui sonhava com uma história que tivesse esse mesmo fim. Só que as histórias infantis não funcionam pra todo mundo igual. Meu cabelo continuou feio, eu continuei magra, minha pele não escurecia (e olha que passei quase um mês tomando sol todos os dias no pátio do prédio), e para completar eu virei a melhor amiga da garota mais popular do meu colégio. Linda, loira, super morena, olhos verdes e um corpo invejável. Os meninos saiam de outras escolas pra vir conhecê-la na hora do recreio. Alguns recreios a situação ficava tão ridícula, coisas como os meninos fazerem rodinha em volta dela e quando eu me dava conta estava sozinha, totalmente no escanteio da festa, que eu só continuava a ser amiga de Rita (a popular) porque ela era realmente uma pessoa adorável, divertida e nada, nadinha mesmo convencida. Mas confesso que foram dias difíceis. O fato é que eu percebi que nunca seria como minha mãe. Aceitei minha cor, meus cabelos e todo o resto. Ainda na adolescência nossos gostos, meu e de minha mãe, até eram compatíveis, mas na vida adulta nem isso perdurou. Minha mãe gosta de tudo que é colorido, eu gosto de preto, branco e vermelho. Minha mãe gosta de praia e caranguejo, eu de noite na rua ou em casa acordada e não como quase nada do mar. Minha mãe é de Iemanjá, eu não sei o meu santo, mas já me disseram que deve ser Oxum. Minha mãe gosta de farra sem limites, eu sempre fui mais chatinha e responsável. Minha mãe gosta de filhas simpáticas, eu sempre fui eu mesma, o que na maior parte das vezes não é nada simpático no conceito dela, principalmente com as amigas dela. Minha mãe é médica, eu hipocondríaca. Minha mãe é do Sol e eu da Lua, emocionalmente falando inclusive. Minha mãe é livre e independente e eu ainda sonho em ser assim um dia... Com tantas diferenças vocês poderiam pensar que nos damos mal. Totalmente enganados. Minha mãe é minha melhor amiga. Quando estamos no telefone, Martin, meu namorado, diz que não sabe diferenciar se estou falando com ela, ou com outra amiga. Ela me ensinou mais do que ninguém a aceitar as pessoas como elas são. Minha mãe sabe ver graça em todo mundo, sem preconceitos, uma alma realmente aberta, sem armas, às vezes com uma inocência quase infantil, mas de uma beleza inegável e para a qual a vida sempre sorriu de volta. É que minha mãe é assim: ela sorri para o mundo. Ela sai com meus amigos, com os dos meus irmãos, ela é a patricinha-hippie mais bacana que qualquer um poderia conhecer. Às vezes eu acho que ela aceita demais as coisas, sem brigar nunca, mas é que sou mais emburrada mesmo com tudo. E é com ela que eu aprendo que a leveza pode ser linda também, assim como ela, assim como o amor que une a gente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mãe, ano que vem, com fé, vem um presentão, no lugar de tanto blá, blá, blá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Te amo infinitamente&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-3951665484403747552?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/3951665484403747552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=3951665484403747552' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/3951665484403747552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/3951665484403747552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2009/05/mae.html' title='Mãe'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-4651852896901834137</id><published>2009-04-28T13:45:00.000-07:00</published><updated>2009-04-28T21:56:46.717-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>a beleza e o exterior</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Em o Retrato de Dorian Gray, Wilde escreve: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;“A beleza, a verdadeira beleza, termina onde começa uma expressão intelectual. A inteligência é, em si, uma espécie de exagero e destrói a harmonia de qualquer rosto. No momento em que a pessoa senta para pensar, torna-se toda nariz, ou toda testa, ou qualquer coisa horrível”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Já em Platão somente as forças do intelecto seriam capazes de nos conduzir ao mundo das verdades ideais (Santaella). O belo nas artes, ou na natureza seria sempre uma imitação do belo eterno, que não pertenceria ao mundo humano, onde tudo é mimese. Mas a busca da arte seria justamente a tentativa de alcançar este Belo. Já para Aristóteles, o importante seria os benefícios morais que a arte poderia trazer. Diferente de Platão, “Aristóteles depreciou o papel que a beleza e o amor erótico desempenham na discussão da arte” (Santella para tudo). &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Para Santo Agostinho, na medida em que a arte concorde com os preceitos da fé, ela estaria justificada. Citando Umberto Eco, Santaella fala de Santo Tomás de Aquino. Não é porque o nome dele é idêntico ao do meu filho, mas simpatizei demais com as idéias aquinianas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;“Ele entendia a beleza como uma propriedade transcendental e constante do ser. Ser é aquilo que pode ser visto como belo. Todos os seres contêm as condições constantes da beleza, uma vez que o universo, como obra de seu criador, é necessariamente belo, uma enorme sinfonia de beleza.” (Santaella novamente)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Para ele, o belo é por sua própria natureza prazeroso, desperta desejo e produz o amor, enquanto a verdade é uma luz para fazê-lo brilhar “porque a mente gosta de luz e inteligibilidade”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;O Renascimento, no entanto, retoma a idéia do Belo como separada da esfera moral. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Tenho estudado essas coisas aí. Ainda não tenho muita propriedade do assunto não, mas quero dividir um pensamento com vocês. Sempre tive muito interesse em estética. Estética da Comunicação foi minha disciplina preferida na graduação. Gosto das teorias da arte e tenho mais facilidade de entendê-las do que compreender estética como filosofia. É muito complexo pensar nesses termos. Sempre tem aquela discussão terminada com a frase: “gosto não se discute”. Sócrates pergunta a Hípias de Élis: &lt;i&gt;Como tu fazes, para saber quais as coisas que são belas e quais as coisas que são feias? Vejamos, serias, tu, capaz de dizer o que é o Belo?&lt;/i&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-style:italic"&gt; Lembro pequena, quando brigava com meu pai para que ele me deixasse ouvir Geraldo Azevedo em paz, sem suas críticas. Ele concordava que era melhor do que ouvir axé, mas acrescentava algum comentário sobre meu mau gosto. Eu retrucava com o velho “gosto não se discute” e ele dizia: “Quem te disse? Bom gosto se discute sim. Mau gosto é que realmente não tem discussão”. Ele tentava me explicar que existiam particularidades que faziam o belo assim o ser, mas eu era uma menina imatura e teimosa pra entender. Duas características cruciais na formação de uma pessoa estúpida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR;mso-bidi-font-style: italic"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR;mso-bidi-font-style: italic"&gt;Hoje estou correndo atrás do prejuízo. Tentando descobrir se vou ser capaz de argumentar a favor ou contra essas explicações passadas... Sempre pensei que a inteligência fazia as pessoas mais velhas serem mais bonitas. As jovens não. Estas podiam ser burras feito portas pois a beleza dos corpos por si, somada à luminosidade da juventude seriam mais que suficientes para espalhar prazer ao mundo. Concordo com Wilde que a juventude é um trunfo, mas quando ela acaba acredito que a inteligência e a experiência podem dar conta do recado também. É mais difícil, mas acredito possível. Outra coisa que penso sobre a beleza é que nunca achei que ela estivesse nesse mundo “a passeio”. Vejo uma função no belo. Ele tem o papel de dar alegria aos sentidos. Isso, para mim, é importante demais nessa vida. Mesmo se tratando apenas da beleza física, tão vulgarmente tratada como superficial. Acontece que o ser humano tem inabilidade com tudo que confere poder. E assim como a riqueza, a inteligência, o carisma, a beleza também tem seu lugar como um poder mal utilizado. Desperdiçado por quem a detém e invejado por quem não considera a possuir. “Só as pessoas superficiais é que não julgam pelas aparências. O verdadeiro mistério do mundo é o visível, não o invisível...”, diz Wilde. Se você quiser dar uma interpretação moralista, vai chamar Wilde de escroto, fascista. Mas se baixar as armas pode enxergar o que existe de intrigante nessa colocação. As aparências só são superficiais se assim a tratarmos. Claro que acredito em analises aprofundadas, trabalhadas arduamente pelo intelecto. Mas acredito também que cada alma tem sua forma única de absorver o mundo à sua volta. Creio muito que a algumas pessoas é dada a habilidade sutil e refinada de conseguir absorver e compreender o mundo visível como um símbolo que reúne toda profundidade e riquezas de informação em sua mera aparência. Respondendo à Sócrates: pra mim belo é o que é completo (mesmo que suscite novos complementos criativos), o que dialoga com esse seu todo e traduz esse processo em deleite genuíno, que desafia o tempo, para o seu receptor, com o potencial inerente de provocar mudanças de qualquer ordem e intensidade neste.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR;mso-bidi-font-style: italic"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR;mso-bidi-font-style: italic"&gt;Um belo dia pra vocês&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-4651852896901834137?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/4651852896901834137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=4651852896901834137' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/4651852896901834137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/4651852896901834137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2009/04/beleza-e-o-exterior.html' title='a beleza e o exterior'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-698449894006106345</id><published>2009-04-01T18:33:00.000-07:00</published><updated>2009-04-01T18:41:22.726-07:00</updated><title type='text'>amor</title><content type='html'>Amor, amor e mais amor...&lt;br /&gt;Eu só quero me lembrar do que você foi. Tanto amor.&lt;br /&gt;você conseguiu o que mais ninguém eu vi&lt;br /&gt;sabe-se lá o que será de mim que nao sei amar assim!&lt;br /&gt;sabe-se lá o que serão dos outros...&lt;br /&gt;pena eu tenho desse meu viver&lt;br /&gt;que nunca um outro amor igual vai ter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(para o meu velhinho, meu paizinho amado com tanta, tanta saudade)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-698449894006106345?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/698449894006106345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=698449894006106345' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/698449894006106345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/698449894006106345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2009/04/amor.html' title='amor'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-5905242552773305493</id><published>2009-03-18T18:53:00.000-07:00</published><updated>2009-03-18T18:55:18.795-07:00</updated><title type='text'>recidade</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;São Paulo, do meu ponto de vista baiano, é a cidade dos erres. Nunca ouvi tanto erre em minha vida! Como essa letra fica em evidência por aqui. Tanto que às vezes me parece outra língua. Eu, baiana que me perco em suas ruas e seus tantos nomes, me encontro várias vezes concentrada no ruído do erre e, ops!, perdi o conteúdo do que estavam falando. Fiquei pensando como o erre é tão paulista! O erre é irritante, uma letrinha irritante e ruidosa como São Paulo bem sabe ser. O erre é também uma letra de movimento. Faz a língua vibrar pra gente falar ela. São Paulo é vibrante! O erre quando tem som de “rê” de rato parece uma reta, mas São Paulo é como o “rrrr” de espiral. São Paulo um espiral. E São Paulo é rua! Rá-ré-ri-ró-rua! E foi pra isso que eu vim pra cá: sair de casa e cair no mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-5905242552773305493?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/5905242552773305493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=5905242552773305493' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/5905242552773305493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/5905242552773305493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2009/03/recidade.html' title='recidade'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-3580947662623336761</id><published>2009-03-11T17:50:00.001-07:00</published><updated>2009-03-13T13:00:19.717-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Tudo que eu tenho</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;margin-left: 36pt; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Eu tenho um milhão de sentimentos tristes, um milhão de pressentimentos de tristeza. Uma bagagem enorme de culpa. Uma caixa bem grande de impotência. Tenho mais um bocado de dor que está junto a um mesmo tanto de amor. Tenho muitos dias pra pensar... muitas horas nos dias. Tenho um mundo de caos e várias roupas no armário sem lugar pra arrumar. Tenho momentos de desespero, outros de aceitação. Eles se intercalam. Tenho anos e mais anos de ausência, tenho uma falta no peito que nunca vai passar. Tenho saudades de coisas que eu não sei. Não tenho apego ao passado. Tenho apego a um futuro que talvez nunca exista e futuros que eu já sei impossíveis... Tenho apego ao que amo. Não quero ter. Quero não ter nada de meu, quero ter o mundo todo. Tenho tanto o que aprender. Tenho meus pais. Tenho meu filho. Tenho por eles o maior amor desse mundo. Tenho um monte de coisas em mim que eu não queria ter. Tenho os olhos cheios de água. Tenho um coração molhado. Tenho pedido à vida mais sabedoria. Tenho pedido sempre pelos meus, mas agora estou pedindo especialmente por você. E eu daria todo o meu castelo (que eu nem tenho) para te ver bem e feliz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-3580947662623336761?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/3580947662623336761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=3580947662623336761' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/3580947662623336761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/3580947662623336761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2009/03/tudo-que-eu-tenho.html' title='Tudo que eu tenho'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-3603386211630896461</id><published>2009-03-08T19:25:00.000-07:00</published><updated>2009-03-08T19:28:43.329-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>"sugar, spice and all that nice..."</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;E hoje é dia da mulher… olha só. Nada pra dizer sobre isso. Não me inspira nada o dia da mulher. Talvez eu seja muito desligada de qualquer espírito de luta, de conquista, sei lá... Mas tem muito tempo que eu não escrevo e resolvi pegar o gancho, com a licença das minhas companheiras de gênero: o feminino (para que não haja interpretações falhas).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Nós, mulheres, tão cheias de orgulho da nossa atual condição “exerço-vários-papéis-e-sou-foda,” não é? Quanto a mim, não sei ao certo se gosto dessa configuração não. Me sinto muito mais desesperada para obter bons desempenhos em coisas diversas. Isso é o fim pra uma modalidade mais “ou isto, ou aquilo” que é a minha. Mas essa parte eu prefiro pular. Quero falar de outra coisa. Eu sou do tipo que não tem o menor pudor em dizer que quer vir homem em outra encarnação, se houver. Quero sim. Muito mais fácil. Vou sentir falta só das conversas intermináveis das meninas. Poder falar de relacionamento abertamente à exaustão. Isso é legal. Eu gosto e me diverte. Ah, sentiria falta de por um vestido, um salto e maquiagem, de vez em quando também. Mas acho que só. Ser mãe eu não sentiria porque eu seria pai. Não sei como é ser pai, portanto não posso ter medida de comparação. Mas sofreria menos com certeza. Por isso nos deram uma Eva de presente. Para a gente acreditar que sofremos tanto por merecimento, para pagar nossos pecados. Ah, vamos ser realistas! Mulheres sofrem mais que os homens. Sofremos demais com tudo. Biologicamente eu nem preciso comentar não é? Mas tem todo o resto de lambuja. Sofremos pelo que se deve e pelo que não se deve sofrer. Sofremos mais por nossos filhos, sofremos mais por nossos pais e (como não?) sofremos mais pelos homens. Ah, esses homens! Esses são os nossos calcanhares de Aquiles. Os mestres no quesito nos fazer sofrer. Pois bem. Mas isso tudo é também um pouco da poesia de ser mulher. Quando estamos fora do olho do furacão, conseguimos até admitir que todo esse sofrimento vem de mãos dadas com um certo prazer de sofrer. Vem do drama constituinte da personalidade bolinha e cruz. Ê drama! Ele é nossa glória e perdição! Isso tudo eu não acho ruim. Nada disso é o que me faz dizer que eu preferia ser homem. Que fique claro que eu acho o universo feminino esteticamente mais belo, mais rico, mais interessante. Só que também acho mais difícil (e eu sou da opinião que tudo que é mais difícil é melhor hehehe). O que me faz dizer que eu preferia ser homem é a minha preguiça, só isso. Sou uma preguiçosa confessa. Admiro o difícil, mas adoro uma coisa facinha. Sem querer diminuir os bolinha e seta, por favor. Nem vou entrar nesse quesito porque não se trata de valorizar ou desvalorizar qualquer um dos sexos. Estou fazendo uma generalização grosseira. Só para podermos falar sobre o assunto, certo? Para terminar, quero dizer que gostaria muito que as mulheres fossem cada vez mais amigas uma das outras. Sem essa coisa de achar que qualquer garota é uma rival em potencial, ou sem por a culpa na mulher e não no namorado quando o assunto é traição. Os garotos não são nossos inimigos, mas não se trata de uma estratégia de guerra pensar em pedir mais um pouco de cumplicidade entre as mulheres. Acontece que nós conseguimos entender melhor o que se passa com a outra e, mesmo assim, conseguimos ser tão duras e até mesmo cruéis com nossas semelhantes mais semelhantes que temos. Eu, sinceramente, ia gostar de viver num mundo em que as mulheres exercessem um comportamento mais amoroso entre si. Aí, sim! Talvez assim o 8 de março passasse a fazer mais sentido para mim. Por hora é só. E a saudade das minhas amigas é gigante...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-3603386211630896461?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/3603386211630896461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=3603386211630896461' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/3603386211630896461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/3603386211630896461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2009/03/sugar-spice-and-all-that-nice.html' title='&quot;sugar, spice and all that nice...&quot;'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-1821028754216089150</id><published>2009-01-03T19:00:00.000-08:00</published><updated>2009-01-03T19:02:11.874-08:00</updated><title type='text'>o tempo passa, o tempo voa...</title><content type='html'>Ainda no início da minha adolescência, lá para os 15 anos, tinha muitas brigas com o meu pai que não me deixava ir para quase programa nenhum com minhas amigas. Era uma época em que shows no espanhol (clube) eram freqüentes e todo mundo (pelo menos o meu mundo) ia. Quando eu estava na casa da minha mãe, o impedimento de ir para tais programas era só grana (como minha mãe era classe média - média mesmo – na época, eu podia ir para a maioria das coisas pagas sim), já na casa do meu pai, a história era outra. Meu pai sempre achava que eu não tinha idade para freqüentar quase nada do que todo mundo da minha idade já tava careca de ir. Um dia, uma briga feia. Nesse dia, minha madrasta me chamou no quarto para conversar. Disse que eu estava ficando muito alienada querendo só ir para esses shows, carnaval, etc. Fiquei magoadíssima. Não era suficiente eu não ir, mas eu deveria me sentir péssima por querer ir. Isso não mudou muito as coisas não. Continuei indo pros tais shows alienantes (que são mesmo rs). Me diverti muito, vivi muitas coisas próprias da minha idade, fui pro mundo enfim. E, na verdade, o show pouco importava é claro. O que eu, como toda adolescente, queria era socializar, ter amigos, ficar, namorar, amar, e tudo o mais. O tempo passou. Minha irmã mais nova (nove anos), filha do meu pai com minha madrasta, cresceu, entrou na adolescência e adivinhem? Também queria ir pra shows alienantes, era fã de Sandy e Jr. e queria sair tanto ou mais do que eu. Viu só?&lt;br /&gt;Minha madrasta é um ser humano maravilhoso e uma das pessoas mais incríveis que já conheci na vida. Quando ela me chamou atenção para o fato de eu estar me alienando, fez com a melhor das intenções. Ela acreditava que estava ajudando a me educar e a me tornar uma pessoa melhor. Ela apenas não convivia comigo no dia-a-dia para entender o processo pelo qual eu estava passando (eu só ficava com meu pai alguns finais de semana). Todo mundo tem muitas opiniões sobre o que deve ser feito da vida do outro, principalmente quando se está de longe. Aliás, parece que quanto mais longe o outro está mais é fácil opinar sobre a vida dele. As sentenças tão cheias de certezas sobre a minha vida são desprezadas proporcionalmente à distância que o interlocutor em questão tem dela. Me irrita um pouco quando as ouço, devo confessar. Mas me irritam o mesmo tanto que não me servem para nada. Quem sempre conseguiu me ajudar com palavras, conselhos e idéias sobre mim, sempre foram aqueles que estavam pertinho, vivendo comigo alguma história, ou convivendo comigo em meu cotidiano. Felizmente o tempo é generoso com quem está aberto a aprender. Nada como o tempo para trazer sabedoria às nossas experiências. A gente se depara em situações que a vida nos coloca exatamente no lugar em que um dia julgamos alguém, como se dissesse: “vai aí, faz diferente agora”. Muitas vezes, em um momento como esse, temos atitudes idênticas ou iguais àquelas que um dia condenamos no outro. Sempre que me sinto injustiçada no julgamento alheio, penso no tempo. Lembro desse episódio com minha madrasta e mantenho a fé. E fico feliz quando penso que hoje eu admiro ainda mais ela (minha madrasta) quando percebo que ela foi totalmente capaz de ser flexível na educação dos meus irmãos justamente porque ela estava ali, próxima, olhando para eles e não para o que era “o certo” a fazer. Nós duas já tivemos posteriormente as melhores conversas justamente sobre essa coisa de julgar, ou opinar, sobre a vida dos outros.  Hoje, tenho muito cuidado quando penso em “achar” algo sobre a vida de alguém, mais ainda que isso, tenho me obrigado a ser sensível o suficiente para não sair dizendo a pessoa o que eu por ventura vier a achar. Não concordo em nada com quem se arvora sinceridade ao dizer o que acha dos outros ou da atitude dos outros “na cara”. Para mim, isso não é mais do que pretensão burra e falta de generosidade. Não se acrescenta nada a ninguém assim. Quem quer ouvir algo, pergunta. E pergunta a quem vai poder realmente ajudar na resposta.&lt;br /&gt;Vai um trecho escrito por Maffesoli que se aplica:&lt;br /&gt;“Nada pior do que alguém querendo fazer o bem, especialmente o bem aos outros. O mesmo se aplica aos que ‘pensam bem’, com sua irresistível tendência a pensar por e no lugar dos outros. Encouraçados em suas certezas, eles não têm espaços para dúvidas. E é claro não apreendem a complexidade da vida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que sou uma pessoa difícil... pelo menos minha mãe sempre me disse que sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... devo ser mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-1821028754216089150?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/1821028754216089150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=1821028754216089150' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/1821028754216089150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/1821028754216089150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2009/01/o-tempo-passa-o-tempo-voa.html' title='o tempo passa, o tempo voa...'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-6855830957592911459</id><published>2008-12-30T11:40:00.000-08:00</published><updated>2008-12-30T11:41:11.781-08:00</updated><title type='text'>Para não dizer que não falei de 2008...</title><content type='html'>Tenho uma necessidade burra de me fazer entender. Se existem coisas impossíveis nesse mundo, esta é certamente uma delas. Eu já devia saber. Existe um mundo só meu, impenetrável e indizível. E eu tento lutar com isso como nos sonhos que a gente corre mas não sai nunca do lugar. Angustiante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-6855830957592911459?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/6855830957592911459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=6855830957592911459' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/6855830957592911459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/6855830957592911459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2008/12/para-no-dizer-que-no-falei-de-2008.html' title='Para não dizer que não falei de 2008...'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-3137025562999545188</id><published>2008-11-19T18:08:00.000-08:00</published><updated>2008-11-19T18:19:04.764-08:00</updated><title type='text'>de chato e louco, todo mundo tem...</title><content type='html'>Eu não tenho bagagem suficiente para fazer uma verdadeira análise fílmica não, mas vou falar o que eu sinto. Gostei bastante de Vicky Cristina Barcelona. Muito mais do que de Match Point, sinceramente. Não vou dizer que é um Zelig (citei apenas meu preferido de Allen), mas achei muito gostoso de assistir, ao contrário do badalado Match Point, que achei em vários momentos chato e pretensioso e chato de novo. Quanto às críticas que se referem à quantidade de Gaudís, Mirós e às cores excessivas como uma ofensa à Barcelona, acho todas também muito chatas. Coisa de gente chata (risos). A suposição de que Woody Allen só fez o filme por causa do financiamento é totalmente desnecessária para que eu goste ou não da obra. Concordo que Penélope Cruz ofusca Scarlett Johansson, mas achei que Rebecca Hall teve seu lugar. Quanto ao comentário de que Allen deu umas “chupadinhas” em Almodóvar, ahhhh, qual é??? Vai dizer que Pedrinho não curte uma chupadinha? E se não também, o problema é dele. Me interessa pouco a visão de Allen sobre Barcelona, que na minha opinião foi só a de um turistão, que é o que ele é (e acho bacana inclusive se assumir isso). Me interessa mais ver o que ele faz de melhor, dissecar as neuroses humanas em tragicomédias fluídas e instigantes em um cenário charmoso, seja ele com o olhar nativo (para os clássicos nova-iorquinos dele), ou de turista americano. Em Vicky Cristina Barcelona as representações das neuroses mais comuns de todos nós estão muito bem dispostas (e Allen sabe brincar com isso como ninguém) e entrelaçadas com as dores e delícias do que simboliza a loucura. As personagens neuróticas são chatas e pequenas diante do aparecimento de Maria Elena, a louca. Ao mesmo tempo são as possíveis (funcionalmente falando), assim como seus relacionamentos são os possíveis, diferente dos protagonizados por Javier Bardem (Juan Antonio) e Penélope Cruz (Maria Elena) que são “impossíveis” e por isso “eternos”. Em outros roteiros do diretor que li há pouco em uma pequena coletânea chamada Adultérios, também enxerguei um pouco do mesmo “elogio à loucura” que vi em Vicky Cristina Barcelona. Ao mesmo tempo parece existir também uma habilidade de por ela (a loucura) em seu devido lugar, sabe? É um elogio sem inveja, do tipo “você é muito inspiradora, mas eu não consigo conviver com você”. Enfim, talvez em outras vidas, um dia todos nós tenhamos que ser loucos, lidar com a realidade sem filtros metafóricos ou simbologias para alcançarmos patamares mais evoluídos de espiritualidade... será? Não sei. Não sei disso, nem de nada. Mas como eu disse no meu fotolog: “já fui Vicky... me tornei Cristina. Um dia serei Maria Elena”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-3137025562999545188?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/3137025562999545188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=3137025562999545188' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/3137025562999545188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/3137025562999545188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2008/11/de-chato-e-louco-todo-mundo-tem.html' title='de chato e louco, todo mundo tem...'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-5734241744548181354</id><published>2008-11-08T08:43:00.000-08:00</published><updated>2008-11-09T18:13:38.397-08:00</updated><title type='text'>all you need is love?</title><content type='html'>E veio a mim um pensamento assombroso na cabeça… (de repente estão vindo outros que não têm nada a ver com o primeiro, mas vou me concentrar para falar deste que, afinal, veio antes). Pensei que, devido a alguns exemplos recentes que tenho acompanhado, talvez os homens, em geral, só se apaixonem perdidamente de fato pelas mulheres que os maltratam. Sei que sempre costumo achar generalizações burras. Burras mesmo. E claro que eu acredito que minha observação não se aplique a qualquer homem, mas tenho que admitir que estou suspeitando que ela se aplique bastante ao homem médio (ou seria à média dos homens? Ou os dois? Afinal a média dos homens é habitada pelo homem médio, não?).&lt;br /&gt;Acredito que existem aqueles, em patamares mais elevados de sensibilidade e sofisticação de alma, que são capazes de ter esse tipo de apaixonamento arrebatador pela sua mulher companheira, amiga, amante, blá, blá, blá... Enfim, acredito também que devem haver espécies de brutamontes com o espírito das cavernas encarnado que não são capazes de se apaixonar por ninguém &lt;em&gt;at all&lt;/em&gt; (não vale a pena explicar mais sobre esse tipo de homem. Quem quiser, ou puder, entenda).&lt;br /&gt;Voltando ao homem médio. É lógico que podem se apaixonar, inclusive pela mulher que tem e que o trata bem. Mas o que pega aqui não é o conceito “se apaixonar”, mas sim o “perdidamente”. Meus trinta e poucos anos andam me dizendo que perdidamente esses homens só se apaixonam mesmo pela mulher que manda ele embora. A que, mesmo gostando, não hesita em excluí-lo da sua vida; a que arranja outro; a que arranja muitos outros; a que sempre quer ficar mais em uma festa do que ir pra casa com ele; a que sai com os amigos direto do trabalho em uma sexta à noite e só volta no sábado à tarde; a que não liga se ele não ligar; a que não está em casa se ele demorar; a que viaja e não dá notícias; a que diz que o ama mas o deixa sozinho em uma mesa enquanto vai para a pista dançar com as amigas. E por aí vai...&lt;br /&gt;O problema é que eu também não acredito que essa mulher que consegue fazer tudo isso realmente esteja dando vazão à sua paixão como ela queria. Ou então, talvez não esteja mesmo tão apaixonada assim. Então eu me pergunto: será que é possível que duas pessoas se entreguem completamente a uma paixão que consome? Será que será, Chico? Será que essa paixão que “desacata a gente (...) e é feito uma aguardente que não sacia” é possível coexistir em um espaço tão pequeno de dois seres ainda que se amem? E a tal lei da compensação?&lt;br /&gt;Penso que talvez não exista esse tipo de amor apaixonado vivido a dois que um dia eu achei que sim, como possivelmente toda mulher que foi menina nos anos oitenta e cresceu assistindo o amor romântico/burguês da novela da Globo. Acredito mais em momentos. Em momentos de cada um. Poderia dizer uma briga de momentos, afinal muitas vezes os jogos amorosos são verdadeiras disputas, mas prefiro pensar em um balé dos momentos. Uma dança a dois onde um sempre espera o solo do outro, mas é capaz de acompanhá-lo com o mesmo enleve que envolve o seu coração durante o seu próprio solo &lt;em&gt;(I hope so!).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E, como todo mundo sabe, para se apaixonar basta estar vivo e ser capaz de apostar. Um dia eu me casei (e já separei rs) e tive um buquê de lírios. Adorei quando descobri o significado dessas flores. Os lírios “dizem”: “- Ouse me amar”. Acho que é isso sempre não? Somos sempre muito ousados quando nos metemos a amar alguém. E, para mim, ousadia é uma mistura de coragem com espírito desafiador. Como se o ousado fosse capaz de se jogar em uma causa já perdida... e (mais uma vez eu e meu “talvez”) talvez se apaixonar seja essa aposta que fazemos em uma causa já perdida.&lt;br /&gt;No final das contas, eu ainda acredito no amor. Imagino que seja para isso que estamos aqui inclusive. Só não creio em encontros perfeitos de almas gêmeas, digamos assim.&lt;br /&gt;Comecei esse texto no intuito de culpar os homens pela destruição das ilusões amorosas femininas. Mas fui conversar com meu namorado antes de terminar de escrever e ele me convenceu que não se trata de homens que gostam de ser maltratados, mas sim de pessoas. Sim, me parece mais sensato isso. Só que lá, no fundinho do meu coração de mulher, não posso negar um sussurro feminista que ainda insiste em soprar no meu ouvido que, na verdade, a culpa de tudo que dói na gente é sempre dos homens (risos).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-5734241744548181354?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/5734241744548181354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=5734241744548181354' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/5734241744548181354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/5734241744548181354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2008/11/all-you-need-is-love.html' title='all you need is love?'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-4856996514817347266</id><published>2008-11-04T11:07:00.000-08:00</published><updated>2008-11-04T11:16:19.742-08:00</updated><title type='text'>... e tempo é dinheiro</title><content type='html'>Treco relativo é mesmo o tempo, não é não? Tempo que passa rápido, tempo que se arrasta, tempo que não passa nunca e são todos sempre o mesmo tempo. Há tempos meus dias passam muito rápido, rápido mesmo. Quando eu vi já não deu tempo de fazer metade do que eu tinha me programado pra fazer. Na verdade o tempo só foi devagar para mim quando eu era criança mesmo. Depois disso ele só quer passar voando. Na verdade também preciso confessar que eu sou praticamente um bicho-preguiça. Tudo meu é devagar quase parando. Minhas amigas que o digam que me agüentam no meu eterno atraso para qualquer coisa que se marque. Outro dia eu estava assistindo Charlie e Lola com meu filho bebê e vi um episódio que era meu mais fiel retrato. Charlie explicava que sua irmãzinha Lola sempre se atrasava para qualquer ocasião, mas Lola retrucava justificando que ela tinha muita coisa para fazer: ela precisava escovar os dentes do leão, espantar as baleias da banheira antes de tomar banho, achar o casaco dos cachorros dançarinos antes de sair e em cada uma dessas atividades ela gastava preciosos minutos perdida entre suas fantasias. Olha eu aí. Cada coisa que eu tenho para fazer, tenho mais um milhão de pensamentos para pensar e cada um deles exige muito de mim. Não dá pra pensar enquanto se faz coisas. Eu perco preciosas horas pensando, ou pior, fantasiando. Oito anos de análise e ainda tento descobrir o que fazer de produtivo com isso. Sei não. Segundo Lars von Trier, só matando. Pelo menos foi esse o final que ele deu àquela personagem Selma, interpretada por Björk, em Dançando no Escuro, lembram? Ela é condenada à forca... por enquanto só estou condenada à prisão do tempo. É ele que me limita a fazer tantas coisas que eu poderia se ele me desse um pouco mais de si! Preciso dele pra sonhar e pra agir. Preciso dele mais do que o que ele pode me dar. Isso não é nada bom em uma relação, pensando bem. Talvez seja isso. Uma questão de ajustar os ponteiros desse relacionamento. Talvez eu e o tempo estejamos precisando somente de um novo recomeço. Eu começo sendo menos exigente e ele menos castrador. Na prática, quero refazer meu projeto de mestrado, quero preparar umas aulas, quero filmar um roteiro que eu mesma escrevi, quero aprender mais sobre internet e disponibilização de material na mesma, quero fotografar, quero escrever minhas coisas sem utilidade, quero cuidar do meu filho, namorar, sair, me exercitar, ir ao cinema... é só isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-4856996514817347266?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/4856996514817347266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=4856996514817347266' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/4856996514817347266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/4856996514817347266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2008/11/e-tempo-dinheiro.html' title='... e tempo é dinheiro'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-1355413251050919399</id><published>2008-10-19T04:39:00.000-07:00</published><updated>2008-10-19T04:48:26.337-07:00</updated><title type='text'>sexo com amor</title><content type='html'>Assistindo a todos os episódios de Sex and the City pela segunda vez. Meu atual namorado-roomate-pai-do-meu-filho (assim como meu ex-marido) acha muito chato. Ele acredita que assistir ao seriado torna as mulheres mais chatas. Realmente, na primeira vez que assisti, Sarah Jessica Parker, a protagonista Carrie, me parecia um pé no saco. Mas sabem, agora não mais. Quer dizer, ela ainda é meio enfadonha às vezes sendo sempre a melhor amiga de todas as outras “sexies girls” e outras cositas más. Dessa vez estou mais aberta à Carrie talvez. Ela é chata, mas é legal. É que ela representa mesmo toda essa chatice que é um protótipo feminino clássico e que todas nós queremos esconder. Claro que não somos só isso, mas somos tudo isso também, umas menos preocupadas com moda, mas com relacionamentos, outras menos com relacionamento, mas com a crítica dos outros, outras em serem boas amigas, outras fabulosas, enfim... mais ou menos todas temos um pouco de Carrie, Miranda, Charlotte e Samantha. Mas não é possível esquecer que todas elas são passadas ao público através dos olhos de ninguém mais que a própria Carrie. De certa forma, isso acaba tornando a personagem una, como se não conhecêssemos mais nenhuma das outras, apenas Carrie e como ela vê as suas amigas. Sendo assim, se eu gosto das amigas juntas, gosto de Carrie por tabela... Tem algo na maneira como ela retrata as amigas que eu, particularmente, aprecio e compartilho. A personagem de Carrie é mostrada em todas as suas nuances, mas as amigas são mais caricatas: Miranda, a trabalhadora, Charlotte, a ingênua/certinha, Samantha, a safada. Acho interessante pensar sobre esse estilo adotado para contar a história. Não sei como são as outras pessoas no mundo neste quesito, mas quanto a mim, sim, essa é a forma que eu absorvo a personalidade das minhas amigas. Não quero dizer com isso que não sou sensível às nuances de cada uma, pois acredito que sou. Assim como também na série não é apenas a caricatura das amigas que é mostrada. A questão não é essa. Apenas existe um ponto de vista sempre em evidência, que é o da personagem que conta a história. O que torna a narrativa interessante, na minha opinião, é o fato de que esse ponto de vista reflete um olhar muito próximo à forma que o meu psiquismo atua em casos semelhantes. Realmente eu tenho uma caricatura para cada uma das minhas amigas, e, antes que alguém pense que essa prática é fruto de uma atitude muito crítica, quero dizer que é exatamente assim que eu torno cada uma delas tão especial para mim e estabeleço um lugar seguro e salvo para cada uma de quaisquer comparações. Eu tenho minha própria Samantha, minha Miranda e minha Charlotte e tenho frações de cada uma delas espalhadas em outros nomes que serviriam para mais uma dezena de personagens já que eu não tenho que por todas elas em um seriado, certo?&lt;br /&gt;Sex and the City é uma série que, além de NY, fala de relacionamentos e de homens em vozes que soam às vezes pra lá de fúteis. Talvez isso aterrorize nossos respectivos parceiros. Mas querem saber? Adoro tudo que não tem medo de ser. Adoro o que não tem medo de ser fútil, de ser brega, de ser machista, feminista, de ser sexy, depravado, conservador, etc. Não tenho saco para meias palavras em relação à arte e a expressão comunicativa. Ninguém precisa ser uma coisa só, ou uma figura caricata, mas não ter medo de expressar uma caricatura de si, de uma história, de um cenário é fantástico pois muitas vezes é assim que enxergamos o que existe de especial em cada um. Além do mais Sex and the City especializa uma das mais importantes jóias que o mundo feminino pode nos proporcionar: a relação de amor com as nossas amigas. E tenho dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para todas as minhas queridas irmãs do coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-1355413251050919399?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/1355413251050919399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=1355413251050919399' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/1355413251050919399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/1355413251050919399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2008/10/sexo-com-amor.html' title='sexo com amor'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-5804680749437455261</id><published>2008-08-22T16:46:00.000-07:00</published><updated>2008-08-23T16:37:53.215-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Diálogos # 1</title><content type='html'>- Mamãe!&lt;br /&gt;- É o que Tom?&lt;br /&gt;- Mamãe, mamãe!&lt;br /&gt;- Sim, filho!&lt;br /&gt;- A-ga ma piu pou coco&lt;br /&gt;- Claro, filho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(o amor é poliglota)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-5804680749437455261?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/5804680749437455261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=5804680749437455261' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/5804680749437455261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/5804680749437455261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2008/08/dilogos-1.html' title='Diálogos # 1'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-5182645333677218971</id><published>2008-08-07T16:35:00.000-07:00</published><updated>2008-08-07T19:02:13.711-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>A.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;16/05/2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem errei o meu destino quando fui encontrar uns amigos num bar da Augusta à noite. Me chamaram para um lugar que seria ao lado da minha casa e eu fui parar uns três ou quatro quarteirões depois. Foi uma caminhada dispensável pra manter a forma física, já que nesse quesito nada anda mantido mesmo, mas serviu pra alimentar a alma. A rua cheia de noite pra todos os lados, só que uma noite como eu gosto, uma noite acordada. Carro pra caralho, gente falando um bla, bla, bla que vira um zunido uniforme no ouvido – e gente fala, viu? Que bom! – sinais abertos, sinais fechados, letreiros coloridos e a noite paulistana pulsando no meu caminho. Tem uma coisa curiosa nesse meu gosto pela noite – pensamento incidental: uma vez eu disse a Thiago (Trad, do Cascadura) que eu achava que gostava da noite porque na verdade preferia dormir de manhã, já que tenho medo de dormir sozinha à noite com tudo quieto e escuro. Ele nem achou uma maluquice (aleluia!) e até comentou que suspeitava que isso acontecia com ele também. Tá aí, se eu for mesmo maluca, ao menos não estou sozinha.&lt;br /&gt;Augusta e eu, ali. Sentindo que estava novamente fazendo parte da noite, uma respiração nostálgica me ocorreu. Sabe aquelas saudades que a gente tem não sabe de que? Eu tenho essas saudades. Até a poluição no ar dava um tom mais dramático à cena. Sim, porque eu vejo a poluição, né? Vejo, sinto o cheiro e, se continuar nesse processo esquizo-caçadora-de-poluição, em breve vou tatear ela e tudo! Ai, ai... sim, a Augusta! A Augusta é um encanto. De noite ela é imbatível. Nas manhãs de domingo, no entanto, é o pior lugar do mundo. Cocô de gente e bêbados pelo chão. Quero passear de carrinho com meu filho e aproveitar o pouco fluxo de carros, mas me rendo ao fato de que é impossível tentar transformar a Augusta em uma garota do bem, de família e diurna. A moça é da boemia, da cachaça na madrugada, da dose de tequila a mais na saideira, da sinuca nos porões dos botecos, da fumaça de cigarro e monóxido de carbono, das putas quase sem roupa nas calçadas mesmo nas noites mais frias, dos porteiros/seguranças das casas noturnas que mantêm a ordem e protegem o cidadão augustano. Ah, Augusta, meu destino é abandonar-te algum dia... e eu que já te quis tanto.&lt;br /&gt;Hoje eu preciso morar na Europa. Tem uma aqui pertinho e chama-se Higienópolis. Preciso de um emprego perto de casa, de grana para pagar um lugar onde tudo é mais caro sabe-se lá porque e também para pegar o táxi, pois não tem metrô lá por perto. E qualidade de vida é não ter carro, lógico. Se um dia eu sentir saudades novamente, dá pra pular a cerca sem nem fazer muito esforço. A Augusta será minha vizinha gostosa. É uma vagabunda que nunca vai deixar de estar disponível mesmo para mulheres e homens casados. E eu terei enfim minha vida dupla feliz e satisfeita: moradora da pacata Higienópolis durante os dias e freqüentadora clandestina da Augusta em algumas ardentes noites. Delícia. Ah, Augusta!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-5182645333677218971?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/5182645333677218971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=5182645333677218971' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/5182645333677218971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/5182645333677218971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2008/08/blog-post.html' title='A.'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-8094266291984791868</id><published>2008-08-06T21:11:00.001-07:00</published><updated>2008-08-07T19:06:16.438-07:00</updated><title type='text'>Não nasci pra ter blog</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Putaquepariu que eu vivo esquecendo esse blog!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueço de vir visitar, nem sabia que tinham cinco comentários no último post... quando venho, esqueço a senha, blé! Tenho um monte de texto guardado em uma caixinha chamada "meus textos" que fica em "meus documentos", no meu computador que quase todos estão sem fim, aliás, quase todos estão exatamente na metade, blé de novo.... que diabos eu quero com blogs???? Na verdade, eu prefiro fotologs. Para mim, blogs parecem pedir textos mais longos, mais trabalhados e fotologs bastam legendas, alguns textinhos se dá vontade também. Ah, fotologs cabem letras de músicas também. Enfim, minha rotina combina mais com fotologs, mas não pretendo me desfazer disso aqui extamente não. Só não sei o que vou fazer direito com isso. Deixa aí, de vez enquando apareço e vamos ver no que é que vai dar...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-8094266291984791868?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/8094266291984791868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=8094266291984791868' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/8094266291984791868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/8094266291984791868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2008/08/no-nasci-pra-ter-blog.html' title='Não nasci pra ter blog'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-7163263737069498847</id><published>2008-05-14T13:48:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T06:48:29.402-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>A fuga de branca</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_F__m1cTM13Q/SCtYNdDp40I/AAAAAAAAAAg/8ZoL-_slGFU/s1600-h/branca.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200347182890869570" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_F__m1cTM13Q/SCtYNdDp40I/AAAAAAAAAAg/8ZoL-_slGFU/s200/branca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://www.fotolog.com/juannadiniz/14288831"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Diante da fuga da gata (Branca) da minha amiga Dri, fiquei a pensar sobre o comportamento dos gatos, dos cachorros e da gente, gente de ser humano mesmo. Branca, a tal gata fujona, apareceu hoje, no jardim do prédio vizinho, assustada, pelo que eu fiquei sabendo ainda por alto. Adriana foi resgatá-la e Branca mordeu a própria dona, fugindo novamente. Pensei no motivo desse comportamento de Branca. Certamente ela não tem inteligência e ideologia suficiente para estar querendo demonstrar sua necessidade de liberdade ou alguma revolta com Adriana. Na verdade ela foi movida pelo instinto selvagem dos gatos que fazem deles criaturas mais difíceis de serem domesticadas que os cães, principalmente quando não castrados e sujeitos ainda aos instintos sexuais que, como já dizia Freud, é um dos mais potentes pra fazer a gente se movimentar. Branca, apesar da comida fácil, da proteção e do carinho certos da casa de Adriana, preferiu se aventurar no desconhecido em busca de um parceiro para cruzar. Talvez movida também por um instinto caçador, no qual eu não acredito muito, pois acho que esse instinto já deve ter sido suplantado pela ração wiskas de cada dia. Apesar de não descartar totalmente a segunda possibilidade pois, como eu já mencionei, acredito que gatos são mais difíceis de serem domesticados que os cães e talvez mesmo a comidinha certa, no pratinho certo não tenha apagado de Branca a necessidade instintiva da caça. Acredito ainda, seguindo essa mesma linha de raciocínio, que os cães são mais domesticáveis porque são mais “neuroticáveis” que os gatos. Para deixar minha situação ainda mais difícil, afinal estou pensando alto sem base científica, política, mística ou qualquer outra “ítica” existente, formulei a seguinte hipótese: o preço da inteligência é a neurose. Explico. Os cães são mais neuróticos porque são mais inteligentes que os gatos, ou melhor, possuem uma inteligência cognitiva mais aguçada e mais apropriada para uma adequação à civilização. Os gatos possuem os instintos menos passíveis de domesticação ou neurotização porque também possuem uma maior dificuldade na apreensão cognitiva do mundo que o cerca. Antes que os gatólotras me massacrem, não estou querendo dizer com isso que os cães têm alguma superioridade em relação aos gatos. Essa é a segunda etapa do meu pensamento. Talvez os gatos, justamente por essa característica mais selvagem, preservem a inteligência que chamarei de instintiva, ou seja, aquela que faz com que os animais sobrevivam às intempéries da natureza. E os cachorros, com sua neurose peculiar, acabem com comportamentos “civilizados” notavelmente burros, como voltar sempre para o dono com uma lealdade cega mesmo quando maltratados (claro que isso também vai ter um limite, afinal toda neurose tem). Estendendo tal pensamento às pessoas, digo seres humanos, nós, penso que a hipótese também se aplica. Aqueles mais dotados de inteligência cognitiva acabam se adaptando muito bem à civilização e os que a possuem em menor escala, acabam preservando melhor a tal “instintiva”. Neurotizam menos, no entanto não são por isso pessoas melhores. Podia parar por aqui porque de fato só queria dividir essa idéia maluca, como outras tantas que tenho, que me ocorreu. Mas quero dizer ainda que pensei também, pelo menos por hora, que talvez fosse bem interessante pra gente (ser humano, nós) conseguir saber direitinho qual é o momento adequado pra usar a inteligência que civiliza e o momento necessário pra usar a inteligência selvagem, a instintiva. Pensei nisso pra mim. E acho que me cairia bem... em relação à Branca, Adriana tem um conflito a resolver. Ela quer a gata ao seu lado, civilizada, mas na verdade, na verdade, ela ama o espírito selvagem de Branca mais que tudo e se reconhece nele tantas vezes, não é amiga? Escrevi isso pra gente, babe. Te amo muito. Beijos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-7163263737069498847?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/7163263737069498847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=7163263737069498847' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/7163263737069498847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/7163263737069498847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2008/05/fuga-de-branca.html' title='A fuga de branca'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_F__m1cTM13Q/SCtYNdDp40I/AAAAAAAAAAg/8ZoL-_slGFU/s72-c/branca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3927554157909046454.post-1512301226675598192</id><published>2007-04-12T18:25:00.000-07:00</published><updated>2007-04-12T18:28:28.519-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bebê'/><title type='text'>Carta à Tomaz</title><content type='html'>Bebê,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa cartinha é pra você que não passa ainda do tamanho de um grão de feijão (como seu pai carinhosamente te chama) na minha barriga, mas que já provocou uma reviravolta tão grande na minha cabeça, no meu corpo, nos meus sentimentos... Pra você saber, ainda é estranho eu falar “sua mãe”, se refereindo a mim, ou falar “seu pai” se referindo ao mesmo que até pouco tempo era meu namorado. É bebê, somos três, mesmo você estando escodidinho aí em mim, mesmo você existindo ainda de forma tão etérea (e, paradoxalmente, tão visceral) em nossas vidas. Cada dia que passa você toma mais forma. Forma em tudo que significa nossa vida, minha e do seu pai. Além do seu corpo que está se desenvolvendo dentro do meu, é claro. Me assusta, quero começar já sendo sempre sincera com você. A gravidez é um estado no qual a mulher precisa ter uma relação bem bacana com seu próprio corpo, sabe? E isso é tudo que eu, sua mãe, nunca tive. Chegou a hora, né? Ela sempre chega. Mas sempre que chega a hora de qualquer mudança na vida, dá um medinho... no caso da mãe meio doida que você arranjou, um medão. Penso em tanta coisa bebê! Tenho tanto o que aprender, ou melhor, tanto que já foi aprendido também, mas não posto em prática. Ah, preciso te avisar mais uma coisa: além de meio maluca, você também achou de cair logo na barriga de uma mãe preguiçosa. A verdade é que eu já queria ser menos medrosa há tanto, tanto tempo... Mas isso não é tarefa fácil, não pra mim, pelo menos, e daí a preguiça bate na porta e entra sem cerimônia. Fico protelando até onde eu posso qualquer mudança. Talvez por isso tenha sempre que sofrer muito para que elas aconteçam. Agora, infelizmente, talvez eu faça você sofrer também nesse processo. Espero que você possa me perdoar já de saída. Mas como diz seu pai “nós perdoamos nossos pais, e você pode perdoar a gente tembém”. Enfim, só estou querendo dizer que nenhum relacionamento baseado em culpas presta, na minha opinião. Então, espero que o nosso também já não comece assim. Por isso pedir desculpas é sempre legal, bebê. Sempre. Perdoar sempre é legal também. E, acredite, mais legal pra quem perdoa do que pra quem é perdoado. Pelo visto eu já perdi o fio da meada dessa cartinha. É assim que anda minha cabeça mesmo esses dias. Fiquei imaginando aqui agora que essa parecia uma daquelas cartas que a mãe deixa e morre após o parto, daí o filho só a conhece através dessas palavras... pra você ter uma amostra de como sua mãe é capaz de ter os pensamentos mais diversos e com uma “leve” tendência hipocondríaca. Ah, mais um aviso: mãe hipocondríaca, muito prazer. Sim, é verdade e é um saco daqueles bem grandes, eu sei. Espero mudar, ou pelo menos não passar isso para você. Aliás, se eu puder, bebê, quero te passar tudo que te dê muita coragem nessa vida. Se eu puder quero que você entenda desde muito cedo que a morte faz parte da vida, mas que você pode correr atrás dos seus sonhos substituíndo o medo da morte pelo desejo de viver. E viver é mais que manter funcionando um coração, um cérebro e sangue correndo nas veias. Viver tem a ver com sonhos, com essência da sua vontade que é só sua e de mais ninguém, muito menos minha ou do seu pai. Viver tem a ver com não pensar na morte, sem fazer esforço algum pra isso, simplesmente porque não se tem espaço para as duas matérias ocuparem esse mesmo lugar no espaço e no tempo. Se você deseja uma coisa e não tem medo do que você pode perder para conquistá-la, então você escolheu a vida e não a morte. Eu espero que você sempre escolha a vida, meu bebê. Igual você escolheu quando resolveu fecundar em um contexto tão improvável. Ah, mais um aviso: você não foi planejado (a). Não enxergue isso com maus olhos. Na minha percepção, ao menos, isso é um sinal de que você já é um guerreiro (a), já apareceu nesse mundo assim. E isso é tão o que eu desejo pra você, bebê! Não quero te proteger de tudo, quero te ensinar a se proteger, se preciso e a se jogar e se arriscar se valer à pena. Quero que você saiba correr atrás do que você quer e que você não tenha medo ou peguiça, ou se sinta impotente diante do trabalho que isso vai dar. Tudo que é bom dá trabalho, bebê. Isso foi o que sua mãe percebeu ao longo desses trinta e dois anos antes de você aparecer. Em um filme que eu adoro, o ator fala que ele veio sem ser planejado, nem desejado (coisa na qual sua mãe não acredita. Para mim, toda gravidez é desejada consciente ou incoscientemente) pelos pais. E disse que esse fato dava a ele a sensação de “estar no mundo de penetra”. Tenho muitos pensamentos sobre essa fala e gosto da idéia, mas deixo em aberto para que você possa ter os seus próprios sobre ela... Enfim, todos esses pensamentos que pulam em minha cabeça não pretendem serem recebidos como nenhuma verdade, como se sua mãe fosse a voz da experiência, ou de sapiência. Não mesmo, bebê. Sua mãe, aliás, é uma constante dúvida ambulante. Duvido de tudo, duvido do que eu penso nesse minuto que pode já não ser no minuto seguinte. Só acredito nos meus sentimentos porque esses são reias, ao menos no momento em que existiram, mesmo que se transformem com o tempo, porque me parece que o tempo pode mudar tudo, sempre. E nesse momento o que eu tento escrever pra você é muito mais o que eu sinto do que o que eu acho. Prefiro sempre dizer que eu sinto que uma coisa é de determinado jeito e não que eu acho que ela é, muito menos ainda dizer que alguma coisa é, categoricamente falando. Nessa minha cartinha, tento estabelecer um laço com você de vida. Porque, na minha opinião, qualquer produção é vida. E aqui estou eu, escrevendo no lugar de ficar em pensamentos perdidos sobre nós três e sobre essa relação com meu próprio corpo que eu passo a ter com você crescendo nele. Escrevendo, produzindo, organizando pensamentos que eu tento, de alguma forma, direcionar para tudo o que eu desejo pra você: vida, coragem, sonhos, desejos e muita energia pra trabalhar por tudo isso. Tanto que eu ainda quero colocar nesse papel, não sei se pra você ou pra mim mesma. Talvez eu faça um “diário de bordo” da gravidez. Acho que pode ser um projeto interessante e saudável. O diário não será endereçado a você, como essa cartinha, mas vai existir por sua causa, por minha e por causa do seu pai. Vai existir por nós, isso vai. Por enquanto fico por aqui, até porque a preguiça de elaborar começa a tomar conta, ou será que é porque talvez a elaboração seja um processo sem fim e é preciso que alguma coisa estabeleça seu limite? Viu? Mais material para elaboração, ufa! Bebê, tenho muito medo de tudo que eu posso perder tendo você, inclusive você, mas te desejo muito mais que tenho medo de qualquer coisa. E o que mais me motiva a ser guerreira e não suncubir a medo nenhum é justamente o fato de eu querer que você sinta isso, que foi o desejo que fez sua mãe encarar o medo e que é desse desejo que veio você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com amor,&lt;br /&gt;Sua mãe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3927554157909046454-1512301226675598192?l=juanadiniz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juanadiniz.blogspot.com/feeds/1512301226675598192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3927554157909046454&amp;postID=1512301226675598192' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/1512301226675598192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3927554157909046454/posts/default/1512301226675598192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juanadiniz.blogspot.com/2007/04/carta-tomaz.html' title='Carta à Tomaz'/><author><name>Juana Diniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688711890146874333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
